Carreira policial mescla idealismo e dificuldades
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de abril de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Procuram-se jovens interessados em atuar na defesa do patrimônio e da integridade física da coletividade, com disposição para conviver com falta de estrutura crônica e risco constante de morte no trabalho. O anúncio de emprego não parece tão atraente, mas mostra a realidade de quem escolhe ingressar na carreira policial.
O reconhecimento só ocorre em momentos críticos. Afinal, como gostam de destacar os profissionais do setor, ninguém procura a polícia se não tiver com algum
problema.
O tempo de serviço e uma ficha limpa é motivo para um outro tipo de reconhecimento, promovido pela própria Polícia Civil do Paraná.
Na semana passada, uma confraternização na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) marcou a distribuição de medalhas para 26 profissionais.
Um deles foi o responsável pela Corregedoria da Área Nordeste e ex-delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André.
Após mais de 30 anos como policial, Gonçalves André diz que não se arrepende da carreira que escolheu. É claro que existem dificuldades, mas elas existem em todos os setores da sociedade. Mas independentemente disso, eu optaria de novo pela carreira de policial se estivesse começando hoje, garante.
A ligação de Jurandir Gonçalves André com Londrina é estreita. Ele nasceu e trabalhou a maior parte da carreira na cidade. O elo é tão forte que o policial considera o tempo que chefiou a 10 ªSDP como o melhor momento da carreira.
Os delegados Gonçalves André e Antonio do Carmo foram condecorados com medalhas de prata, oferecidas para quem completa 20 anos como policial. O mesmo reconhecimento foi oferecido a 14 investigadores.
As medalhas de bronze foram distribuídas para o delegado Walter Helmut Echert Junior, de Rolândia, a escrivã Silvia Elizabeth da Silva e oito investigadores. Todos atingiram a marca de dez anos como policiais civis.


