Procuram-se jovens interessados em atuar na defesa do patrimônio e da integridade física da coletividade, com disposição para conviver com falta de estrutura crônica e risco constante de morte no trabalho. O ‘‘anúncio de emprego’’ não parece tão atraente, mas mostra a realidade de quem escolhe ingressar na carreira policial.
  O reconhecimento só ocorre em momentos críticos. Afinal, como gostam de destacar os profissionais do setor, ninguém procura a polícia se não tiver com algum
problema.
  O tempo de serviço e uma ficha limpa é motivo para um outro tipo de reconhecimento, promovido pela própria Polícia Civil do Paraná.
  Na semana passada, uma confraternização na sede do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol) marcou a distribuição de medalhas para 26 profissionais.
  Um deles foi o responsável pela Corregedoria da Área Nordeste e ex-delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Jurandir Gonçalves André.
  Após mais de 30 anos como policial, Gonçalves André diz que não se arrepende da carreira que escolheu. ‘‘É claro que existem dificuldades, mas elas existem em todos os setores da sociedade. Mas independentemente disso, eu optaria de novo pela carreira de policial se estivesse começando hoje’’, garante.
  A ligação de Jurandir Gonçalves André com Londrina é estreita. Ele nasceu e trabalhou a maior parte da carreira na cidade. O elo é tão forte que o policial considera o tempo que chefiou a 10 ªSDP como o melhor momento da carreira.
  Os delegados Gonçalves André e Antonio do Carmo foram condecorados com medalhas de prata, oferecidas para quem completa 20 anos como policial. O mesmo reconhecimento foi oferecido a 14 investigadores.
  As medalhas de bronze foram distribuídas para o delegado Walter Helmut Echert Junior, de Rolândia, a escrivã Silvia Elizabeth da Silva e oito investigadores. Todos atingiram a marca de dez anos como policiais civis.

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