Curitiba Os carregadores da Ceasa de Curitiba fizeram uma paralisação, no início da manhã de ontem, reivindicando aumento no pagamento da diária. Para descarregar uma carga os carregadores ganham em média R$ 15,00, mais o café da manhã. Eles querem que a diária passe para R$ 25,00. Depois de uma conversa com o presidente da Associação dos Produtores da Ceasa, Paulo da Nova, os carregadores voltaram ao trabalho.
Os carregadores também pedem que o preço da diária seja tabelado. Os produtores alegam, no entanto, que o tabelamento é impossível porque existem cargas cujo valor é muito baixo. ''Há oito anos, por exemplo, com uma caixa de alface a gente comprava de dez a doze litros de óleo diesel. Hoje, a gente compra no máximo três litros'', conta Nova.
O presidente da Ceasa, José Lupion, disse que o protesto não prejudicou o funcionamento normal. Na segunda-feira, os carregadores prometem fazer nova manifestação e Lupion pretende intermediar a negociação, para evitar que o protesto atrapalhe o funcionamento da Ceasa.
Nova considera o movimento dos carregadores válido. ''É um direito que eles têm. Mas não vamos permitir que prejudiquem a nossa atividade'', adiantou. Segundo ele, os carregadores podem se negar a descarregar os caminhões, mas não poderão impedir que os próprios produtores façam o transporte de suas cargas, que são altamente perecíveis. ''É cada vez maior o número de produtores que está levando a sua mulher para o Ceasa. Eles deixam as esposas cuidando da barraca enquanto carregam a carga, para evitar prejuízos no fim do mês'', contou.

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