Análises feitas no Hospital Veterinário (HV), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), confirmam que o tipo de carrapato que infesta o Parque Arthur Thomas é o Amblioma cajenense, transmissor da febre maculosa, doença que atinge animais e o homem. Provoca febre e dores nas articulações e, em casos extremos, pode levar à morte. Apesar do resultado, não há motivo para alarde, já que nenhum hospital da cidade tem registro de casos da febre.
''A preocupação com o parasita é tanta que, dependendo da situação, a permanência das capivaras no local (elas são hospedeiras dos carrapatos) pode estar ameaçada e o próprio parque pode ser interditado'', afirma o responsável pelos parques da cidade, Sidney Antônio Berto, funcionário da Secretaria do Meio Ambiente (Sema).
A situação se agrava por causa da chegada dos dias quentes. Por enquanto, o combate ao inseto é feito por uma equipe da Sema, com aplicação de veneno nas áreas próximas ao lago e na mata. Mas a medida é apenas ''paliativa'', afirma Berto. Este é o terceiro ano consecutivo que o veneno é aplicado para o controle do inseto.
O produto utilizado é orgânico, de baixa toxidade, à base de Nin (da família da planta Santa Bárbara) e de Piretróide, também de baixa toxicidade, para evitar a mortandade de peixes. A alimentação das capivaras também está sendo feita em local fechado. Hoje o parque tem entre 15 e 19 capivaras.
A idéia, segundo Berto, é combater o carrapato também nas áreas próximas ao Parque, principalmente no bairro Nova Conquista. Como o Parque é aberto, animais como cavalos, cachorros e as próprias capivaras (hospedeiros), transitam livremente, levando e trazendo o carrapato.
''Com o resultado do exame, vamos tomar medidas mais drásticas, aplicando o produto nas capivaras ou fazendo banhos de imersão em tanques específicos''. Nestes casos, o Hospital Veterinário deverá determinar qual o melhor produto.
De acordo o professor Odilon Vidotto, do departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o carrapato é uma espécie conhecida como parasita de equinos e capivaras, que se alimenta de sangue. ''Por esse motivo, ataca o homem também, transmitindo doenças''.
Na primeira amostra foram recolhidos três insetos, que confirmaram a espécie transmissora de doenças. Uma nova amostragem, desta vez retirada das capivaras que frequentam o local, também será analisada. O resultado deve ficar pronto em dois meses.
Na cidade de Piracicaba (interior de São Paulo), onde a mesma espécie de carrapato foi localizada, a medida adotada foi abater as capivaras existentes na região. Segundo Vidotto, o combate ao hospedeiro é difícil e complicado. ''É preciso evitar acessos nesses locais e também repensar a importância das capivaras no Parque''.

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