Carpinteiro apaixonado fere
vizinha com tiro no abdômen
Embriagado, homem de 34 anos é capturado em matagal e alega que não era correspondido
Lucilia Okamura
Mario Cesar




CRIME PASSIONALCapturado em um matagal perto do assentamento onde ocorreu o
a tentativa de assassinato, Gilmar de Souza Santos é levado
para o 3º Distrito Policial: ‘Se eu tivesse ido para o serviço,
em vez de beber umas cachaças, isso não teria acontecido’. Na foto inferior, o marido de Adriana, Zaqueu de Oliveira: ‘Ele tem a
mulher dele, por que se meter com a mulher dos outros?’
A dona de casa Adriana Costa Oliveira, 26 anos, foi ferida com um tiro na região abdominal, ontem de manhã, quando estava no quintal de casa, no assentamento João Turquino (zona oeste de Londrina). O carpinteiro Gilmar de Souza Santos, 34 anos, confessou o crime, alegando ser apaixonado por Adriana. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio e está detido no 3º Distrito Policial.
O crime aconteceu por volta das 9 horas, na rua Carmen Sanches, número 65, onde, há dois anos, Adriana Santos mora com o marido Zaqueu de Oliveira e três filhos. Gilmar dos Santos também é casado, tem três filhos e mora em uma casa nos fundos. Segundo o cunhado da vítima, Ezequiel Rodrigues de Oliveira, Adriana estava no quintal, estendendo roupas no varal. ‘‘Ele (Gilmar) chegou, conversou um pouco com ela, daí já começou a dar uns tiros’’, afirma Ezequiel de Oliveira.
Um dos disparos, feitos com um revólver calibre 22, atingiu Adriana na região abdominal. Ela foi socorrida pelo Siate e encaminhada ao Hospital Evangélico (HE), onde chegou consciente. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, ela não corre risco de vida.
O acusado do crime fugiu para um matagal existente nas redondezas carregando o revólver e uma faca. Uma hora depois, ele foi capturado por policiais militares. Gilmar Santos disse à Folha que é apaixonado por Adriana, mas nunca foi correspondido.
O carpinteiro revela que sua intenção era de matar Adriana e depois se matar. ‘‘Mas na hora atirei e resolvi fugir’’, conta Gilmar. Aparentando estar embriagado, o carpinteiro confirmou que havia tomado cachaça. ‘‘Levantei cedinho e, ao invés de ir trabalhar, fui tomar umas pingas. Se eu tivesse ido para o serviço, isso não teria acontecido.’’
O marido de Adriana, Zaqueu de Oliveira, acompanhou a PM na captura do acusado. ‘‘Ele tem a mulher dele, por que tem que se meter com a mulher dos outros?’’ Bastante nervoso, Zaqueu de Oliveira conta que tem uma filha de um ano e dois meses, que estava perto da mãe. ‘‘E se o tiro tivesse pego na menininha?’’
Segundo Zaqueu de Oliveira, o vizinho nunca havia criado problemas e nem demonstrado que gostava de Adriana.

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