Campo Mourão Começa hoje uma das maiores festas gastronômicas do Estado. O aroma do prato típico só vai ser sentido em Campo Mourão no início da tarde de domingo, mas a programação paralela da 14 Festa Nacional do Carneiro no Buraco começa esta noite, com a solenidade de abertura no Parque de Exposições Municipal às 20 horas. Depois, o público poderá conferir rodeio universitário e show com artistas locais.
Mas a ansiedade é muito maior para uns do que para outros. Até os tachos serem içados dos buracos (de um metro e meio de profundidade), pelo menos três moradores vão ter que lidar com uma carga extra de adrenalina. Para eles, o sabor e a satisfação do visitante é uma questão de honra. Entre eles, está o pecuarista e produtor de grãos Celso Ferrari, dono da Estância Vacaria. Ele será o fornecedor exclusivo das cerca de quatro toneladas de carne que serão consumidas no domingo. Será a primeira edição que o município, ainda com pouca tradição na ovinicultura, alcançará a auto-suficiência no fornecimento deste tipo de carne.
Segundo Ferrari, o abate dos animais de quatro a seis meses de vida começou na sexta-feira da semana passada e prossegue até hoje. Quando o caminhão frigorífico desembarcar no parque, amanhã à tarde, estarão desembarcando 270 carneiros para o cozimento. ''É uma honra para mim. Desde que começou a festa, sempre falei para minha esposa e para meus filhos que gostaria de fornecer a carne. Comecei na ovinicultura por influência da festa e hoje estou muito satisfeito''. Há sete anos, o pecuarista de bovinos decidiu formar o plantel, que hoje alcançou 1,2 mil cabeças (500 matrizes). A raça é a holandesa Pexel. Os animais são criados em confinamento.
Já o empresário Walter Tonelli comanda uma equipe de 150 pessoas e só vai descansar no domingo de manhã, quando os tachos estarão no fogo, onde permanecem por cinco horas. ''É só nesta hora que durmo um pouquinho, depois tomo um banho e vou comer. Antes é muita correria'', conta o empresário, conhecido na cidade como Peteleco.
Por ''correria'' entenda-se todo o ritual de preparo, que começa hoje com o trabalho de 40 mulheres contratadas pela Associação Panela, entidade que congrega outras 40 pessoas da comunidade. Hoje será o dia de descascar e limpar os legumes e frutas usados no prato. Na segunda-feira, foi preparado um tacho-demonstração, que serviu para orientar os voluntários a como manusear o tacho e como servir a refeição.
Outro que não deve conseguir se desligar neste final de semana é o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e presidente da festa, Ricardo Widerski. Ele está ansioso com uma pesquisa que está sendo feita nos últimos finais de semana e que prossegue neste final de semana. ''Queremos comparar o impacto que a festa tem na vida da cidade e comprovarmos a importância do evento para a economia e o turismo'', informou.

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