Santo Antônio da Platina - A Vigilância Sanitária de Santo Antônio da Platina (20 quilômetros ao sul de Jacarezinho) concedeu prazo de 15 dias para que os feirantes que comercializam carnes na feira livre municipal regularizem o abate e o armazenamento do produto. A direção do órgão informou que, pelo menos, 20 feirantes comercializam o produto sem a inspeção federal e em condições inadequadas de conservação.
O médico veterinário da Vigilância Sanitária, Alexandre Jesus Levatti, disse o prazo foi concedido para que os feirantes, em sua maioria agricultores, possam se adaptar com a aquisição de balcões de refrigeração e a utilização de um frigorífico regular para o abate de animais. ''O problema é a ausência de informação, por isso, concedemos o prazo''. Os feirantes que não realizarem as substituições terão os equipamentos e a carne apreendida e serão multados.
Levatti disse que a exigência faz parte de uma operação realizada em conjunto com a Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público para ''moralizar'' a comercialização de carne no município. Segundo o médico - veterinário, pelo menos, 40% dos estabelecimentos comerciais do município oferecem produtos impróprios para o consumo. A estimativa foi realizada durante a ocorrência de blitz nas últimas semanas, quando foram apreendidas um tonelada de carne, entre bovinos, suínos e aves, imprópria para o consumo. A operação identificou e notificou estabelecimentos, entre mercados e açougues, que comercializavam carne de animais abatidos clandestinamente, sem inspeção federal do Ministério da Agricultura.
O veterinário informou que a operação será intensificada e que os estabelecimentos reincidentes terão a carne apreendida e serão multados. O consumo de carne inadequada pode gerar vários problemas de saúde.

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