Carnaval sem traumas no Paraná
Curitiba - No ano passado, durante os cinco dias de Carnaval, o Hospital Evangélico de Curitiba atendeu a 65 acidentes de trânsito. O número corresponde a 15% do total de ocorrências referentes a fevereiro de 2008 e são, na maioria, acidentes de alta gravidade, que possuem como ingrediente principal o consumo de bebidas alcóolicas e drogas.
O índice é considerado alto, pois, no período de Carnaval, há uma redução significativa no número de motoristas que permanecem na Capital e proporcionalmente é maior a quantidade de pessoas que sofreram os acidentes. Apenas o feriado de Ano Novo alcança índices de acidentes de trânsito semelhantes ao período.
Para tentar reduzir os problemas no trânsito nos cinco dias de festa, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) promove em 24 Estados a campanha "Carnaval sem Traumas".
O principal objetivo da mobilização é reduzir o número de ocorrências alertando a população sobre os riscos de acidentes graves ocasionados pelo consumo de bebidas alcóolias e drogas antes da direção. Os jovens são destaque nas ações. Uma pesquisa realizada pelos organizadores da campanha, em seis universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, aponta que 80% dos estudantes não se incomodam de pegar carona com motoristas que consumiram bebidas alcóolicas.
Médicos e estudantes de Medicina estiveram ontem na Boca Maldita, centro de Curitiba, e distribuíram materiais de prevenção a acidentes de trânsito. "Não queremos que o Carnaval, que é um momento de alegria, se torne um momento de tristeza", afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - Regional Paraná, Flamarion do Santos Batista.
A mobilização continua durante dos dias de festa. Porém, não chegará até o litoral do Estado. Um atraso na entrega dos materiais inviabilizou a realização da campanha nas praias paranaenses.
No Carnaval de 2007, o pronto-socorro do Hospital Evangélico atendeu 50 pessoas vítimas de acidentes de trânsito, o que correspondeu a 20% dos atendimentos realizados no mês do Carnaval naquele ano. Em 2006 foram 50 acidentados nos cinco dias de festa, 13% dos atendimentos do mês.





