Curitiba - A três dias do feriado de Carnaval, a procura por imóveis, hotéis e pousadas no Litoral do Estado, com excessão da Ilha do Mel, ainda é baixa. Apesar do valor da diária não ter subido, em comparação ao mesmo período do ano passado, são poucas as pessoas que já reservaram lugar para se hospedar durante os quatro dias de folia. A expectativa de corretores de imóveis, donos de pousadas e hotéis é de que os negócios aqueçam a partir de amanhã, quando a procura deve aumentar.
A diária em pousadas e hotéis de Matinhos, Caiobá e Guaratuba, principais praias do Estado, varia de R$ 15,00 a R$ 30,00 por pessoa. Em imóveis como casas e apartamentos, os valores ficam entre R$ 70,00 e R$ 300,00 por dia. Os critérios que mais influenciam nos preços são a qualidade e tamanho do imóvel, serviços oferecidos e proximidade com o mar.
‘‘Consegui locar até agora apenas 10% dos imóveis. Estou torcendo para que as coisas comecem a melhorar essa semana senão vou ficar no prejuízo’’, lamenta a proprietária de imobiliária em Matinhos, Nilce Soares. Segundo ela, a maioria dos turistas aluga imóveis ao chegar no Litoral. ‘‘Tem gente que deixa para a última hora. Primeiro chega aqui para depois correr atrás de uma vaga’’, diz.
Nas pousadas, mais da metade das acomodações ainda estão disponíveis. ‘‘Acho que o movimento está ruim porque este ano o Carvanal caiu no começo do mês, a apenas 35 dias do Ano Novo’’, avalia Ana Tereza de Melo, funcionária de uma pousada instalada em Caiobá.
Na Ilha do Mel, porém, ocorre o inverso. Não há mais vagas para acomodação. E o valor da diária nas pousadas é bem mais salgado: varia de R$ 50,00 a R$ 70,00 por pessoa. Na ilha, a reserva é feita com bastante antecedência, segundo proprietários de pousadas e do superintendente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente no Litoral, Hamilton Bonatto. Isso porque o acesso à ilha é limitado. ‘‘A capacidade máxima é de 5 mil pessoas. Quando a ilha chega a esse limite, não deixamos mais ninguém embarcar para lá. Por isso, as pessoas preferem se garantir para não correrem risco’’, explicou Bonatto. A expectativa dele é de que no sábado de Carnaval haja superlotação da ilha, a mais visitada do Estado.

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