Caricatura sequenciada foi criada há 130 anos
Colecionar histórias em quadrinhos - também conhecidas como gibis, HQs, tirinhas e comics - é uma idéia que acompanha as pessoas há quase 130 anos. A primeira publicação foi uma caricatura humana sequenciada, criada na Alemanha em 1861, por William Busch. De lá para cá, os quadrinhos ganharam o mundo e a criatividade encontrou espaço para se exercitar neste segmento da literatura.
Foi então que homens com superpoderes, feras selvagens e previsões nem sempre otimistas sobre o futuro da humanidade passaram a ser publicados em quadrinhos. Hoje são milhares de títulos. Na capital paranaense a procura por este tipo de publicação vem crescendo. Para Luiz Francisco Utrabo, proprietário Itiban, única loja especializada em HQs de Curitiba, o público é fiel e formado essencialmente por colecionadores. Utrabo explica que as revistas em quadrinhos podem ser encontradas em qualquer banca da cidade, mas algumas publicações são encontradas apenas em sebos, lojas e bancas especializadas. Nestes locais, as publicações importadas e nacionais podem ser encontradas por pouco mais de R$ 1 até R$ 100.
Os títulos à disposição dos leitores englobam os clássicos norte-americanos como o anabolizado Superman, passando pelos autores europeus que constroem as histórias dentro de um contexto político e social. Os mangás japoneses que abusam da presença da cibernética, sem deixar de lado a violência e a erotização também têm espaço. A erotização é tão grande no material japonês que alguns dos mangás chegam a retratar desejos sexuais com garotas ainda muito jovens, se aproximando da pedofilia, conta Utrabo.
Segundo o comerciante, 80% de todo o mercado de HQs é dominado por publicações americanas que mostram o mundo dos super-heróis. Isso acontece porque o mercado de revistas em quadrinhos é levado a sério nos EUA, existindo até uma convenção mundial na cidade de San Diego chamada Comic Com, que reúne os principais trabalhos publicados no ano. (G.V.)





