Paulo Pegoraro
De Cascavel
Candidatos ao cargo de reitor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) já estão em campanha. A concorrência é acirrada, repetindo o que historicamente tem ocorrido na instituição. Há grande disputa pelos cursos – 45 atualmente – e estruturação entre os cinco câmpus: Cascavel (sede da reitoria), Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão, além das extensões em Medianeira e Santa Helena.
A eleição será dia 9 de novembro e os candidatos são Altevir Castro dos Santos, 33 anos, professor da área de engenharia; Norma Viapiana Golfetto, 45, professora da área de educação e pró-reitora de graduação; e Liana Fátima Fuga, 39 anos, professora de educação física e vice-reitora.
O eleito vai ocupar o lugar de Erneldo Schallemberger para um mandato de 4 anos. O salário de reitor gira em torno de R$ 6 mil e o orçamento da instituição para o próximo ano é superior a R$ 35 milhões.
A Unioeste tem origem na faculdade municipal Fecivel, de Cascavel, criada no início dos anos 70 e reconhecida como universidade no final de 1994. As eleições para a reitoria são sempre conturbadas. Na última, houve acusações contra candidatos, com envolvimento inclusive de setores políticos, resultando em vários processos. Erneldo Schallemberger já havia sido eleito no pleito anterior, mas o governo do Estado não o nomeou por influência de políticos de Cascavel.
Norma Golfetto diz que ficaria ‘‘frustrada’’ se fossem repetidos ‘‘fatos históricos lamentáveis’’ das eleições anteriores. Ela afirma que vai se ater ‘‘a uma proposta de trabalho’’ e diz que se diferencia dos outros candidatos ‘‘por circular constantemente nos câmpus, conhecendo a realidade e discutindo o rumo da universidade’’. Apoiada pelo atual reitor, ela descarta ser ‘‘o continuísmo’’, pois acha que ‘‘embora haja conquistas a consolidar, muitas coisas precisam ser mudadas’’.
Liana Fuga, apontada como adversária do atual reitor, afirma que, ‘‘independente do que aconteceu em eleições anteriores, se preocupará com os fatos de agora em diante’’. ‘‘Se preciso, sou candidata de briga, no bom sentido’’. Ela defende maior participação dos alunos nas decisões e criação de núcleos de apoio a formandos para colocação no mercado de trabalho. Ela quer agregar o projeto à iniciativa privada.
Altevir dos Santos observa que, numa campanha ‘‘se passa a limpo a vida dos candidatos’’ e considera que a atual reitoria ‘‘não representa efetivamente a universidade’’. Para ele, novos quadros, de professores e alunos, devem ajudar a superar o ‘‘bairrismo’’ entre os câmpus. Por ser ex-aluno da Unioeste, Altevir diz não ser ‘‘um mero espectador da vida da universidade’’. Por isso, se julga qualificado para administrar a instituição, ‘‘na qual nada aconteceu por acaso, mas sim como fruto de muita luta’’.
O colégio eleitoral da Unioeste é formado, extra-oficialmente, por 8.195 votantes, somando-se docentes, acadêmicos e funcionários.

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