A delegacia da Receita Estadual em Maringá está investigando a entrada de madeira com documentação falsificada no Paraná. Na última semana fiscais do posto de Taquaruçu, em Itaguajé e Santo Inácio, na divisa com o estado de São Paulo, apreenderam duas carretas e um caminhão com quase 80 metros cúbicos de mogno serrado, transportados com notas fiscais frias. A documentação indicava o município de Presidente Médici, em Rondônia, como procedência do produto, mas os fiscais confirmaram que a madeira embarcou em outra localidade.
A primeira apreensão ocorreu há uma semana. A carreta, placas AFF 5106, de Astorga, transportava 33 metros cúbicos de mogno. As outras duas apreensões foram no último sábado, quando a carreta placas TWJ 9652, de Paiçandu, com 29,9 metros cúbicos, e o caminhão HQR 7069, de Naviraí (MS), com 16,9 metros cúbicos, foram detectados com notas fiscais falsificadas. O destino da mercadoria era Maringá e Curitiba.
Segundo o delegado da Receita Estadual em Maringá, José Abel Prina Oliva, com a nota fiscal falsificada, normalmente de empresas que não existem mais, os responsáveis não recolhem o imposto na origem e mantêm crédito de ICMS no destino da mercadoria. Tanto que o primeiro veículo apreendido estava com o valor da mercadoria superfaturado, para garantir um crédito maior. No total, ele calcula que as três apreensões juntas vão ter que recolher mais de R$ 50 mil em multas e impostos sonegados.
Os fiscais também estão investigando as empresas destinatárias das mercadorias. Em uma delas, de Maringá, já foram detectadas irregularidades com notas fiscais. Outras empresas de Curitiba também estão sendo investigadas.

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