Ney de SouzaLonga esperaPátio da Codapar vai desembaraçar cargas vindas da Argentina; caminhões esperam até sete diasA Receita Federal, em Foz do Iguaçu, vai transferir o desembaraço de cargas da Aduana Integrada entre Brasil e Argentina para tentar diminuir o congestionamento de caminhões na região da Ponte Tancredo Neves, entre os dois países. Em menos de três meses, caminhoneiros fizeram três protestos contra a demora na liberação de cargas. Somente em março, duas cargas - uma de cenoura e outra de peixe - estragaram. A liberação, em alguns casos, demora até uma semana.
Segundo a delegada da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Maria Angélica de Toledo, em quinze dias as cargas serão desembaraçadas na Estação Aduaneira de Fronteira (Eafi), que fica instalada no pátio da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), na BR-277.
O mesmo local é usado para legalização de mercadorias exportadas e importadas através do Paraguai. Para abrigar os caminhões procedentes da Argentina, o pátio da Codapar, com 95 mil metros quadrados, será ampliado nos próximos dias em mais 100 mil metros.
A medida é resultado de um acordo entre Receita Federal, despachantes aduaneiros, vereadores de Foz do Iguaçu e representantes dos caminhoneiros. A transferência foi anunciada anteontem à tarde pela superintendente da Receita Federal, Thaysa Jansen Pereira, ao prefeito de Foz, Harry Daijó (PPB).
Com essa medida, a Receita quer reduzir até metade do tempo no desembaraço de cargas que entram no Brasil. No encontro, os despachantes aproveitaram para reclamar da legislação brasileira sobre importação que, segundo eles, está desatualizada no contexto da globalização proporcionada pelo Mercosul.
As maiores queixas são em relação ao Siscomex (Sistema de Comércio Exterior), sistema informatizado implantado este ano que, segundo os despachantes, está atrasando ainda mais a liberação das cargas de importação.

mockup