A polícia de Arapongas (35 km a sudoeste de Londrina) iniciou investigação para apurar a responsabilidade pelo despejo de um lote de lixo tóxico (BHC). A ‘‘desova’’ aconteceu durante o dia, na segunda-feira, numa das margens da PR-218, perto do trevo de acesso ao Aeroporto municipal. A queixa foi registrada pela prefeitura de Arapongas. A carga, inicialmente estimada em 800 quilos pelos técnicos da Seab, tem na verdade cerca de 400 quilos do veneno.
A carga foi retirada da estrada ontem por operários da prefeitura, com orientação do IAP e Seab. Munidos de botas, luvas e máscaras, além de roupa impermeável, os operários envolveram os sacos de BHC em sacos plásticos. O material foi em seguida lacrado em tambores.
Um entendimento entre a prefeitura com diretores da Nortox Agroquímica permitiu o armazenamento provisório, na indústria, da carga deixada na estrada. Como a empresa trabalha justamente com a produção de defensivos agrícolas, dispõe de sistema adequado de isolamento e segurança.
O prefeito José Aparecido Bisca (PDT) lamentou ontem a ‘‘irresponsabilidade’’ de quem praticou esse crime ecológico. Ele quer rigor da polícia e apoio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria de Agricultura (Seab) para apurar e punir o responsável por este crime ambiental. ‘‘Felizmente, conseguimos isolar o material e proteger a área a tempo, evitando que houvesse contato humano.’’
O depósito provisório foi autorizado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Porém, a Nortox permitiu a armazenagem na empresa somente até segunda-feira.
A destinação definitiva do material tóxico será tema de reunião que está sendo convocada por Bisca. ‘‘Precisamos encontrar uma solução urgente, considerando que na segunda-feira vence o prazo.’’
Para ele, acrescentar 400 quilos no depósito de Tamarana, que já conta com 1.200 toneladas, não deveria ser problema. Porém, Bisca já foi informado que a comunidade do município não aceita mais cargas tóxicas. Além disso, um processo administativo instaurado pela Promotoria Especial de Defesa do Meio Ambiente, de Londrina, vetou o depósito de novos materiais tóxicos no local.

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