Carentes terão consultas particulares
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quinta-feira, 06 de agosto de 1998
Lucilia Okamura 
Parte das crianças e adolescentes carentes atendidos por projetos da Secretaria Municipal de Ação Social poderão fazer consultas particulares através da Unimed. Ontem de manhã, o prefeito Antonio Belinati (PDT) e o presidente da Unimed de Londrina, Mauri Aparecido Raphaelli, assinaram convênio que prevê 50 consultas/mês durante um ano.
A secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, explica que as crianças e adolescentes já são atendidas normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas através deste convênio, vamos poder dar um atendimento mais especializado, observa. Segundo ela, os setores mais procurados deverão ser de psiquiatria, psicologia e ginecologia.
A Unimed é uma cooperativa que conta, na região de Londrina, com cerca de mil médicos de várias especialidades, segundo Raphaelli. Para uma criança ou adolescente ser atendido, um funcionário da secretaria terá de ligar para a Unimed e agendar uma entrevista. Ele observa que o número de consultas poderá ser aumentado de acordo com a possibilidade e da necessidade.
Quem poderia imaginar que crianças de rua teriam um atendimento particular, disse Belinati, ao assinar o convênio. A cerimônia de assinatura contou com a presença de algumas crianças e adolescentes assistidos por programas da prefeitura.
André Otávio Alves, 12 anos, do Centro de Convivência Ilda Garcia Pedrialli, conta que já foi ao médico várias vezes, mas nunca em um consultório particular. O atendimento com médico particular deve ser bem melhor, acredita.
As crianças de adolescentes de 7 a 17 anos que terão direito ao convênio com a Unimed são as cadastradas pelos Projetos AMMIGO (Atenção a Meninos e Meninas, Integrando e Garantindo Ocupação), Casas Abrigo e Núcleos de Convivência. Segundo a secretária, são cerca de 1.500 pessoas atendidas pelos três projetos. A prefeitura não terá gasto algum com o convênio. Nós entramos apenas com as crianças, brincou Marisa Goettel.


