Carentes podem ficar sem sopão
Há seis meses, um sopão comunitário vem alimentando cerca de 150 pessoas carentes que moram no Jardim União da Vitória I (zona sul) de Londrina. Ontem, porém, pode ter sido o último dia do sopão. Por falta de doações, o trabalho corre o risco de acabar.
Tudo começou por iniciativa da diarista Joanita Lopes da Silva, 40 anos, que, com mais quatro vizinhas, se reúne as segundas e quintas-feiras para preparar a sopa. Às vezes, essa era a única refeição de muitas das pessoas que vinham até aqui buscar a sopa, comentou Joanita.
No começo, elas recebiam muitas doações, o suficientes para preparar 80 litros de sopa. As doações foram diminuindo e hoje (ontem) pode ser o último dia da nossa sopa, lamentou Joanita. Na sopa de ontem, a mistura eram pés de frango. Compramos 5 quilos e gastamos R$ 2. Foi o nosso jeito de incrementar a sopa.
A maior parte dos legumes da sopa é doação do Ceasa. Mas para que o trabalho continue são necessários outros mantimentos como fubá, sal, macarrão, arroz e óleo. O nosso sonho é poder fazer o sopão todos os dias e peço, de coração, que as pessoas tenham piedade e colaborem para diminuir a fome de tantas pessoas. Segundo ela, foram feitos apelos de doação a vários supermercados de Londrina. Porém em vão.
Marlene Alves da Silva, 37 anos, desempregada e mãe de quatro filhos, lamentou a possibilidade do sopão acabar. Desde o começo pego o sopão, que alimenta a minha família toda. A sopa tem que continuar. Ela faz isso por amor e ajuda muita gente por aqui, afirmou.
A família de Alessandra Martins, 19 anos, também se beneficia do sopão. Em casa, todo mundo está desempregado e o sopão é importante, principalmente para a minha filha de um ano e nove meses, contou.
Quem quiser colaborar com o trabalho voluntário, pode ligar para o telefone (43) 342-5945, e falar com Joanita.





