Dois carcereiros conseguiram evitar a fuga de 24 presos mantidos em duas celas da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu. Onde cabem 200 detentos, estão 527 pessoas. A tentativa de fuga aconteceu durante a madrugada de ontem. À 1h30, agentes penitenciários que faziam a ronda noturna descobriram o grupo tentando acessar o pátio onde os encarcerados tomam sol. A Polícia Militar foi acionada para conter os detentos, que haviam serrado duas grades do pavilhão que fica no primeiro andar.
Além de encontrar estoques (armas pontiagudas feitas à base de talheres e pedaços de ferro) e ''teresas'' (cordas improvisadas com pedaços de lençóis e cobertores), o grupo responsável pela segurança descobriu uma escada de corda com degraus de madeira (semelhante às usadas pelo Exército).
Para o delegado do 1º distrito e responsável pelo cadeião, Amadeu Trevisan, a solução definitiva para acabar com as fugas seria a construção de uma penitenciária. ''Também precisamos tirar os condenados daqui e colocá-los em presídios estaduais ou federais o mais rápido possível'', comentou Trevisan, se referindo à promessa do secretário de Segurança Pública, José Tavares, durante a última visita a Foz realizada há dez dias. O secretário entregou 13 novas viaturas e anunciou a construção de uma penitenciária estadual em Foz, estimada em R$ 10 milhões. O presídio teria capacidade para 500 condenados, deixando a atual cadeia pública apenas para presos provisórios. Tavares não divulgou quando serão iniciadas as obras.
Em Apucarana, a Polícia Militar conseguiu frustrar domingo uma tentativa de fuga no minipresídio. O preso Fernando Rodrigues dos Santos foi flagrado serrando grades do corredor que dá acesso ao pátio. Ele estava de posse de dois pedaços de serra e tinha a cobertura de outros presos que faziam barulho para encobrir a ação. (Colaborou Maurício Borges, de Apucarana)

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