A carceragem do 4º distrito policial de Londrina, localizado na zona sul, pode ser reativada para desafogar o 2º DP, que, anteontem, estava com 103 presos. A informação foi dada ontem, pelo delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Leonyl Ribeiro, que esteve em Londrina, onde se reuniu com todos os delegados para discutir os índices de criminalidade.
Por volta das 12 horas, o delegado-geral visitou o 2º DP, na zona leste, para verificar in loco a situação da carceragem. Ribeiro afirmou que a vizinhança dos 3º e 5º distritos, localizados nas zonas oeste e norte, respectivamente, não deve se preocupar com a reativação. ‘‘Tem escola e igreja por perto’’, justificou. O 4º distrito tem capacidade para abrigar 24 presos.
A superlotação do 2º distrito, segundo Ribeiro, deve-se à eficiência da polícia, que tem mostrado serviço. Solução para o problema, só com a construção de mais celas na Casa de Custórida. Entretanto, ele não sabe quando as obras começarão. ‘‘Se for o caso, leva-se presos para Curitiba’’, afirmou.
Na reunião, que durou mais de duas horas, Ribeiro conversou com o delegado-adjunto de Londrina, João Eduardo Carulla, e os delegados dos seis distritos policiais. Ele tomou conhecimento das estatísticas da criminalidade registradas no ano passado e nos primeiros 24 dias do ano. Além disso, o delegado-geral cobrou uma ação mais efetiva no combate ao tráfico de drogas.
Segundo Ribeiro, o tráfico é a principal causa da escalada da violência, que tem subido em níveis assustadores do ano passado até agora. Execuções e roubos a ônibus têm se tornado modalidades frequentes do crime na cidade. Ele reconheceu que está havendo disputa por pontos de venda de drogas em determinadas regiões da cidade. ‘‘Temos (a polícia) que estar mais atentos e concentrar os esforços no combate ao tráfico’’, disse. O trabalho, complementou, tem que ser dividido entre as polícias Civil e Militar.
Na opinião de Ribeiro, as condições de trabalho dos policiais civis proporcionadas pelo governo estadual são satisfatórias e é possível fazer um bom trabalho. Ele apresentou valores que teriam sido gastos na gestão do secretário de Segurança Pública, José Tavares. Segundo o delegado-geral, a polícia civil de Londrina recebeu dez viaturas novas, várias pistolas, uma metralhadora, carabina, coletes à prova de impacto e munição à vontade. Foram gastos em todo o Estado, afirmou Ribeiro, R$ 446 mil em munição e milhares de reais em equipamentos para peritos.

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