Caravana protesta em Londrina
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sexta-feira, 17 de outubro de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
Paulo WolfgangAto na ruaA manifestação do Reage, Paraná no centro de Londrina: discursos a favor do Movimento Sem-TerraManifestação no Calçadão de Londrina, com discursos contra a privatização do Banestado e o desemprego e a favor da reforma agrária, além de uma carreata pelas ruas centrais da Cidade. Assim foi a passagem da caravana do movimento Reage, Paraná, que saiu de Curitiba no dia 9 deste mês e está percorrendo vários municípios do Estado.
O Reage, Paraná surgiu como uma manifestação de entidades civis à prisão de líderes sem-terra no Oeste do Estado, como explica o presidente da CUT/Paraná, Roberto Von Der Osten. A caravana foi formada em solidariedade à luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
Mais do que protestar a favor da reforma agrária, o movimento se manifesta também em defesa do emprego, moradia, do serviço público e da previdência. A caravana está percorrendo 66 municípios e no dia 22, em Curitiba, se unirão à Marcha dos Sem-Terra para realizar uma manifestação em frente ao Palácio do Iguaçu.
Ontem à tarde, no Calçadão, foi dada ênfase à defesa do Banestado contra a privatização. Segundo Osten, o governador Jaime Lerner (PFL) assinou, no último dia 30, um protocolo junto ao Banco Central, que pede recursos em troca da privatização do banco.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Londrina, José Francisco da Silva, observa que a privatização será uma perda social grande para o Paraná. Para os funcionários, segundo ele, poderá significar o desemprego. A Campanha em Defesa do Banestado e Contra a Privatização foi lançada semana passada na Assembléia Legislativa do Paraná por entidades representativas dos funcionários do banco.
Hoje de manhã a caravana Reage, Paraná sai de Londrina e segue para Cornélio Procópio. Roberto Osten explica que a caravana é composta de cinco a 10 veículos. Na entrada dos municípios, o movimento é maior e contamos com 10 a 20 veículos, observa. O Reage, Paraná unifica ações da CUT, Central dos Movimentos Populares (CMP), Comissão Pastoral da Terra (CPT), MST e partidos políticos.
(Lucília Okamura)


