Uma caravana com cerca de 300 professores e pais de alunos da rede de educação especial de Londrina e região estará hoje em Curitiba paticipando do protesto. Cerca de 1,2 mil alunos portadores de necessidades especiais da microrregião de Londrina, que abrange 15 municípios e 22 escolas serão afetados diretamente com as novas determinações.
A delegada da microrregião de Londrina, Loide Rodrigues Ribeiro, que também é presidente da Apae de Bela Vista do Paraíso (40 quilômetros ao norte de londrina) explicou que a implantação da resolução, publicada no Diário Oficial no dia 19 de julho, vai excluir principalmente o aluno especial de classe baixa da sociabilização. Conforme a delegada, pela lei os alunos maiores de 21 anos, com deficiência mental, visual ou auditiva, não serão mais atendidos por professoras. Pela resolução, instrutores ficariam encarregados da profissionalização desses alunos. O atendimento específico de fisioterapia e fonoaudiologia também estarão comprometidos, caso a lei não seja revogada.
Segundo Kátia de Jesus Mesquita, diretora da Apae de Bela Vista do Paraíso, o desconhecimento da realidade das escolas deve ter sido a razão que levou a Secretaria de Educação a criar a resolução. A secretária Alcyone Saliba solicitou das escolas o número de alunos para cortar da lista os maiores de 21 anos e também o atendimento em regime de tempo integral. A efetivação da lei, salientou Kátia, vai engrossar ainda mais a lista de espera de alunos que precisam de atendimento especial.
Para a professora e auxiliar de direção do Centro Ocupacional de Londrina (COL), Mariangela de Oliveira, o desemprego que a resolução poderá gerar não é o mais grave. Para ela, o atendimento de 10 alunos, deficientes físicos e mentais, por apenas um instrutor, que não tem a mesma formação de um professor, vai interferir no aprendizado.

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