A idade que ultrapassa os 60 anos não foi impedimento para um grupo de idosos de Londrina aventurarem-se por uma nova modalidade esportiva. Comandados pelo professor de Educação Física Mario Molari, integrantes do projeto Pró-Vida, estão aprendendo caratê.
Ontem de manhã, os caratecas se apresentaram em frente à prefeitura, na solenidade alusiva à Semana da Pátria. Com muita concentração, movimentos cadenciados e total obediência aos comandos proferidos em japonês pelo mestre, eles demonstraram que as artes marciais são adequadas para praticantes de todas as faixas etárias.
''O objetivo é que os alunos tenham uma vida ativa ao longo do processo de envelhecimento'', explicou Molari, do projeto que é iniciativa da Universidade Norte do Paraná (Unopar). O caratê, nos idosos, trabalha concentração, desenvolvimento cognitivo, flexibilidade, postura, força e capacidade física. ''É indicado para melhorar a saúde.''
Para Dalziza Rodrigues, 65, a prática da arte marcial acabou com os próprios preconceitos. ''Imaginava que era violento, mas mudei de opinião'', disse. Segundo ela, o caratê trouxe muitas mudanças positivas. ''Fiquei mais ágil e fiz novos amigos'', avaliou.
A aposentada Divanete Testa, 65, também está gostando de praticar por causa dos benefícios à saúde física e mental. ''Através da convivência com novas pessoas, comunicação com os outros melhorou. A idade não impede que a gente aprenda coisas novas.''
Apesar dos traços orientais, Assae Takigami, 69, conhecia pouco sobre o karatê e, depois que começou a praticar, ficou empolgada com o esporte. ''Faz bem para a saúde porque a gente fica mais forte. Mas a maior vantagem é que as aulas são muito gostosas'', disse. De acordo com Molari, após mais três meses de treino, os alunos estarão aptos para avançaram de nível, recebendo a faixa amarela.

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