Caramujos continuam na Zona Leste
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segunda-feira, 11 de abril de 2005
Vanessa Navarro<br> Reportagem Local 
Os caramujos africanos ainda representam uma ameaça aos moradores da Vila Industrial (Zona Oeste de Londrina), vizinhos do fundo de vale córrego Baroré. Duas semanas depois de mostrar uma infestação da espécie no local, a Folha retornou ao bairro e constatou que o serviço de roçagem, necessário para amenizar o problema, foi deixado pela metade.
Segundo a dona-de-casa Maria do Carmo Moraes, 54 anos, a Visatec, empresa contratada pelo município, fez a roçagem no fundo de vale no início da semana passada, mas até agora não recolheu o mato cortado. Com isso, os amontoados de vegetação continuam escondendo caramujos e ovos do molusco. ''A Saúde passou aqui na quinta-feira passada e voltou mais dois dias, recolhendo quilos de caramujo, mas o trabalho não vence'', afirmou.
Outra vizinha do fundo de vale, a também dona-de-casa Laíde Campos, 53 anos, reclamou do descaso da empresa responsável pela capina e disse que considera o serviço incompleto ''um desaforo aos moradores''. ''Qualquer hora uma criança vai botar fogo nesse mato sem a gente ver, e aí eu quero ver quem vai se responsabilizar'', avisou. Muitas crianças costumam brincar no local e pegar os caramujos -um risco para a saúde, já que a espécie é vetor de contaminação.
''Já recolhemos uma grande quantidade de caramujos. O problema é que, com o mato alto, temos dificuldade para localizar todos. Eles desovam na terra e, se os ovos não forem recolhidos também, irão eclodir mais tarde'', apontou o coordenador de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Alfredo Gonçalves. O diretor de operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), João Verçosa, disse que já notificou ''informalmente'' a Visatec para terminar o trabalho no fundo de vale. ''Se for preciso vamos formalizar uma notificação, porque a empresa tem de cumprir o contrato.''


