Da Redação
Uma equipe de agentes da Polícia Federal (PF) de Londrina apreendeu, ontem, todo ácido sulfúrico estocado pela indústria têxtil Carambeí, na zona leste da cidade. A apreensão e a abertura de um processo administrativo ocorreram porque a empresa não está cadastrada junto à PF. O cadastro, exigido por lei, libera o uso industrial do produto mas também impõe informações mensais sobre a quantidade consumida.
Fiscalizações do comércio e da manipulação do ácido sulfúrico são rigorosas pelo setor de controle de produtos químicos da PF porque o produto é utilizado por traficantes, no refino da cocaína. Na Carambeí, o produto estaria sendo usado juntamente com soda cáustica na degomagem do rami, matéria-prima para a industrialização de tecido.
O valor da multa que será imposta à indústria pode variar entre 2 mil a 1 milhão de Ufirs, e será definido em Brasília. O delegado-chefe da PF em Londrina, José Roberto Morel, também solicitou ao comando sediado no Distrito Federal que determine fiscalização na matriz da Carambeí, em São Roque, no interior de São Paulo.
O ácido sulfúrico apreendido na indústria londrinense estaria vindo da matriz, que teria cadastro junto à PF para aquisição e uso dele. Mas a remessa seria incorreta porque a unidade de Londrina não possui o cadastro para utilização do produto químico. O porta-voz da Carambeí na cidade, o advogado Carlos Henrique Schiefer, não foi localizado na tarde de ontem pela Folha porque estava em viagem.

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