O uso contínuo do lixão de Apucarana poderá inviabilizar a captação de água do Rio Pirapó, pela Sanepar, para abastecimento de Maringá. O alerta está contido em um parecer técnico emitido ontem pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). No documento, o Departamento de Controle de Poluição Ambiental posiciona-se contrário à continuidade do depósito de lixo doméstico, hospitalar e até resíduos industriais no lixão situado a quatro quilômetros da área urbana de Apucarana.
Conforme relatou Elinton Bembem, do IAP, foi constatado que devido ao grande volume de chuva dos últimos 60 dias, ficou mais grave e perigosa a dispersão do chorume, que corre a céu aberto em direção ao Rio Pirapó.
A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente vem acionando a prefeitura para implantar um aterro sanitário desde outubro de 1996. Ontem, ao receber o parecer técnico do IAP (escritório de Londrina), o promotor Luiz Fernando Delazari anunciou que está convocando o prefeito Carlos Scarpelini (PPB) para uma reunião na segunda-feira, às 14 horas, para tentar resolver definitivamente o problema.

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