Caps precisa mudar com urgência, afirma gerente
Embora ainda não tenha data prevista para a mudança, a transferência é necessária e urgente destaca a gerente do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Cristina Schurmann. O Caps está funcionando na Rua João XXIII, 95, no Jardim Santo Antônio (área central). A reportagem da Folha esteve no local na última segunda-feira e presenciou uma mulher alcoolista desmaiada num pequeno corredor, em frente de uma escada. Apesar de mal-acomodada, ela teve atendimento preferencial já que a sala de espera, lotada, funciona na garagem do imóvel. A filha Maria Aparecida Santos, 28 anos, convive com o problema da mãe há nove anos. ''Me atenderam superbem'', reconheceu Maria.
O Caps atende atualmente 30 adultos no programa intensivo. Os pacientes passam o dia no centro e só retornam para casa ao anoitecer. São atendidos casos de esquizofrenia, depressão, psicose aguda e transtorno bipolar, entre outros problemas. Porém, a instituição possui um cadastro com 19 mil pessoas no programa não-intensivo, que presta atendimento ambulatorial, por consultas. ''Nossa tônica é trabalhar com a socialização. Estamos improvisando espaço'', contou Cristina. ''Não sei porque estão contrários à nossa mudança'', acrescentou.
No Jardim Santo Antônio, o Caps tem apenas quatro consultórios três no térreo e um no segundo piso , três salas de observação com duas camas cada uma - todas as camas estavam ocupadas na tarde da última segunda-feira - e duas salas coletivas para atividades, além dos banheiros para pacientes e funcionários. O Caps é administrado pela prefeitura, através da Autarquia do Serviço Municipal de Saúde. (G.K.)





