Caps interna por até seis dias Segundo a assistente social Devanir Parra Casagrande, do Centro de Atendimento Psicossocial (Caps) da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, Solange Miranda esteve internada no centro no começo do mês e retornou na última segunda-feira para controle. ‘‘O problema é que a família quer uma internação por tempo indeterminado e nós só oferecemos de curta duração, de no máximo seis dias’’, informa. Conforme ela, Solange foi avaliada pelo médico psiquiatra de plantão, que receitou três tipos de calmantes. ‘‘Se ela está agressiva, talvez não estejam ministrando os medicamentos de forma correta’’, diz. O quadro de Solange, segundo a assistente social, é complicado porque além de ser excepcional ela apresenta outros distúrbios mentais. Segundo ela, conseguir vaga, porém, pode não ser fácil. ‘‘O problema é que só temos na cidade a Vila Normanda e a Clínica Psiquiátrica de Londrina, e em Rolândia um outro estabelecimento que oferecem vagas pelo SUS. Mas todos tem de atender os municípios da 17ª Regional de Saúde.’’ A Regional abrange 19 municípios, que ocupam os cerca de 350 leitos psiquiátricos disponíveis nos três hospitais. Segundo Márcia Silvestre, do setor administrativo da Clínica Psiquiátrica de Londrina, Solange Miranda foi atendida por um psiquiatra do hospital no último sábado e não foi internada porque, em seu caso, isto não seria indicado. ‘‘Conversei com a médica que a atendeu e ela me disse que o caso de Solange é retardo mental. Os serviços da Clínica Psiquiátrica não são indicados para esta patologia. A família deveria procurar entidades como a APAE ou Associação de Assistência à Criança Defeituosa.’’

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