O Centro de Apoio Psico-Social (Caps) de Londrina completou ontem quatro anos de funcionamento com mais de 12 mil pacientes cadastrados, número que se assemelha ao de hospitais psiquiátricos com tempo de vida bem superior. Este índice foi atingido através do atendimento alternativo, que mantém a pessoa o menor tempo possível internada e prioriza o atendimento-dia.
Segundo a coordenadora do Caps, a psiquiatra Patrícia Dias de Castro, a vantagem da filosofia de trabalho seguida pelo centro é que, na maioria das vezes, é possível evitar a internação. Isso, em última análise, é bom tanto para o paciente como para o município, que gasta menos com diárias.
Quando o Centro foi criado, o tempo médio de internação era de 15 dias. Com os anos, foi-se descobrindo que era possível diminuir este intervalo, reduzido para sete dias, e aumentar o número de oficinas terapêuticas, dando oportunidade de mais pessoas serem atendidas. ‘‘Nossa média de atendimento mensal é de 2.200 pacientes’’, afirma a psiquiatra.
O Caps oferece quatro modalidades de atendimento: ambulatorial; oficinas terapêuticas; atendimento-dia; internação, com leitos de curta permanência (até sete dias); e pronto-atendimento funcionando 24 horas por dia. Este último setor, de acordo com a coordenadora, é o que mais recebe pacientes de outros municípios. ‘‘Somos a única referência de pronto-socorro psiquiátrico de Londrina e região.’’
O Caps tem no total 42 funcionários, quase todos mantidos pelo Fundo Municipal de Saúde. Desde sua criação, funciona em uma casa alugada na Rua João XXIII, no Jardim Santo Antonio (zona oeste).
Entre os pacientes que são atendidos há mais tempo no Centro está José Roberto Ruiz, de 46 anos. Vítima de transtorno de ansiedade, ele é atendido há aproximadamente três anos. Atualmente frequenta as oficinas terapêuticas diariamente e diz que prefere submeter-se ao tratamento a ficar em casa, onde diz sofrer mais.

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