Caps 3 celebra 16 anos com muito lazer
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Confraternizar e principalmente promover a ressocialização e integração entre familiares e pacientes foi o objetivo do dia de recreação que o Centro de Atenção Psicossocial (Caps 3), promoveu ontem, quando completou 16 anos.
Atividades esportivas e de lazer, além de um almoço e bolo, fizeram a alegria de quem compareceu. A unidade atende pessoas com transtornos mentais.
Segundo Divanir Parra Casagrande, assistente social e terapeuta familiar, são atendidas em média 70 pessoas diariamente. ''Eles vêm quantos dias for necessário. Uma diferença da nossa unidade é que temos a opção também de internamento, que é chamado de hospedagem 24 horas. Mas a prioridade é deixá-los fora do hospital psiquiátrico, o objetivo é que eles tenham atendimento durante o dia e que à noite e nos finais de semana voltem para suas famílias'', explicou.
Na instituição os pacientes fazem as refeições, participam de diversas atividades e também fazem terapia comunitária e ocupacional. ''As terapias são bem importantes e os pacientes contam também com atendimento multidisciplinar. Percebemos que com isso eles se desenvolvem melhor, já podemos fazer atividades externas sem problema algum e isso também diminuiu o preconceito das pessoas'', garantiu ela.
O aposentado Walter Secci conta que é muito bom poder fazer o tratamento e depois voltar para casa. ''Aprendi a fazer diversas peças em macramê. Faço no Caps e quando estou em casa. Aproveito para vender e ganhar um dinheiro extra. Minha esposa e meus familiares cuidam bem de mim, é bem melhor do que ficar internado'', contou.
Francisca das Chagas Bezerra também é paciente do Caps e conta que, depois de diversas crises por parar de tomar os medicamentos, ela está se cuidando melhor, não precisou mais ficar internada e agora volta para casa todos os dias.
''Tenho três filhos, um menino de 12 anos e gêmeas de 9. Gosto muito de ficar em casa e poder cuidar deles. Hoje trouxe não só eles, mas também dois amiguinhos para poderem brincar aqui.''
Ardira Nakayama veio com o marido acompanhar o filho, que é paciente do Caps desde o início. Segundo ela, o rapaz de 30 anos já melhorou bastante depois que começou o acompanhamento no centro. ''Ele já precisou ficar internado, mas agora está bem. Tanto físico quanto mentalmente ele está bem melhor. Ele tem um bom atendimento quando precisa se internar, mas prefiro que fique em casa comigo'', reforçou.


