Ameaças, agressão física e incitação à violência. Estas são algumas das acusações contra o Mestre Fran e sua mulher, Sara, da academia de capoeira Maculelê, de Londrina, feitas por capoeiristas de outros grupos. O último caso envolvendo Mestre Fran aconteceu no dia 15 à tarde, quando um professor de capoeira teria sido agredido.
Dorico da SilvaDefesaMestre Fran (d.) ao lado da mulher: ‘‘Sou contra a violência’’O professor Fernando César Júlio, do grupo Mar de Itapuã, afirma que na tarde do dia 15 foi agredido em frente à sua escola, na área central. ‘‘Um aluno tinha me avisado que ele (Mestre Fran), a mulher dele e dois alunos estavam me esperando para conversar’’, conta.
Fernando Júlio diz que ao chegar, já começou a apanhar. Mostrando marcas nas pernas e costas, ele informa que sofreu agressões em várias partes do corpo. Além de Mestre Fran e Sara, ele acusa ainda um professor chamado Márcio.
O professor afirma que registrou queixa na polícia no mesmo dia e já fez exames de lesão corporal no Instituto Médico Legal. Ele afirma ter ouvido comentários de que seus alunos podem ser agredidos. ‘‘Os meus alunos não andam com a camiseta da academia justamente para evitar que alguém brigue com eles’’, revela.
Fernando Júlio afirma que anteriormente à agressão, Mestre Fran já havia feito uma provocação. No dia 27, no Calçadão, o grupo Mar de Itapuã estava fazendo uma apresentação, quando dois alunos do Maculelê chegaram. ‘‘Para não dar confusão, desfizemos a roda’’, lembra. Toda a situação foi presenciada, segundo ele, por Mestre Pequeno, de São Paulo, diretor-geral do Mar de Itapuã. Alguns dias depois, ainda de acordo com Fernando Júlio, Mestre Fran foi a um programa de TV, onde teria feito acusações contra ele. Fernando Júlio, por sua vez, também foi ao programa para rebater as acusações. Ele acredita que isso originou a agressão sofrida no dia 15. ‘‘Eu não quero brigar, gostaria que essa rivalidade acabasse’’.
Josoé de CarvalhoCríticaArnete de Pádua: ‘Fran denigre imagem’‘‘Fran representa Federação de Capoeira e não deveria estar agredindo ninguém’’O capoeirista, professor há três anos, questiona a atitute de Mestre Fran, que classifica de antiética. ‘‘Ele é representante da Federação Paranaense de Capoeira e não deveria estar agredindo ninguém. A federação deveria tomar alguma providência’’, afirma.
Quem também faz acusações contra a turma de Mestre Fran é Arnete de Fátima de Pádua, da Associação de Capoeira Flor do Mar. Ela conta que no dia 6 deste mês participou de uma reunião com capoeiristas da cidade, onde discutiu com Mestre Fran e Sara. Mais tarde, ela teria ouvido duas alunas de Sara comentarem que a professora iria bater nela. Por causa disso, ela registrou queixa de ameaça na 10ª SDP.
Arnete de Pádua afirma que Mestre Fran tem fama de ser uma pessoa muito violenta, o que, segundo ela, é uma propaganda negativa da capoeira. Comentando o caso da agressão a Fernando Júlio, ela diz que é proibido ao capoeirista brigar na rua. ‘‘Se ele quisesse, poderia participar de uma roda de capoeira’’, observa.
Arnete de Pádua diz estar tornando esta situação pública porque quer preservar a imagem da capoeira. ‘‘Desde que o Fran chegou na cidade só denigre a capoeira’’, acusa.

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