O capitão do 5º Batalhão da Polícia Militar, José Carlos Xavier, foi acusado de armar a maior confusão no clube Albatróz, localizado na rua Rebouças (zona oeste), na madrugada de domingo. A queixa foi registrada na 10ª Subdivisão Policial. O oficial nega a acusação e afirma que os seguranças do clube agiram com truculência e racismo porque ele é negro.
‘‘Não fiz nada que desmerecesse a minha honra de policial e cidadão. Usaram da força porque sou negro e não respeitaram minha cidadania. Nem me ouviram, somente escutaram as pessoas que estavam me acusando.’’
Segundo a acusação, o capitão teria convidado uma moça, que estava acompanhada do namorado, para dançar. Ela teria recusado o convite e o policial, alterado contra o casal, usando palavras de baixo calão. O proprietário do clube, Sandro Omar Scholze, contou que o segurança, José Carlos Rufino, logo após a confusão, chegou a ir na mesa do capitão para acalmá-lo. ‘‘Passado mais um tempo, ele armou outra confusão com três casais que estavam atrás de sua mesa. Ele os ofendeu’’, afirmou Sandro Omar.
O proprietário disse que, em seguida à segunda confusão, o segurança levou Xavier para fora do clube e chamou uma patrulha do 5º BPM. ‘‘Ele parecia embriagado e foi contido a muito custo’’. Sandro Omar contou que o capitão frenquenta o clube há tempo e esta foi a primeira vez que ele ‘‘aprontou’’.
O comandante do 5º BPM, Marino Ari Burille, disse que mandou abrir procedimento administrativo para apurar as acusações. Xavier também prometeu registrar queixa contra o proprietário do clube por racismo. Ele nega que estivesse embriagado.

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