A Capitania dos Portos de Paranaguá, órgão do Ministério da Marinha, também instaurou inquérito para verificar possíveis irregularidades na embarcação Nhundiaquara, de propriedade da empresa F. Andreis. O prazo da investigação é de 30 dias.
De acordo com a legislação, a Capitania dos Portos é a responsável pela fiscalização da segurança do tráfego marítimo. Entre Guaratuba e Caiobá a travessia é feita por três ferry-boats e duas balsas que pertencem à F. Andreis e receberam do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) o direito de fazer o transporte. Os equipamentos têm autorização do Ministério da Marinha.
O comandante da Capitania dos Portos, capitão-de-fragata José Gryzinski Filho, garante que as embarcações são fiscalizadas periodicamente para que garantam segurança a seus usuários. No verão, um barco da Marinha permanece na baía de Guaratuba verificando o transporte.
Além do trabalho feito à distância, o comandante diz que a capitania fiscaliza as embarcações, para verificar a segurança das instalações, habilitação dos funcionários e até a validade dos coletes. Sem estar de acordo com as exigências, a autorização anual não é renovada e a embarcação fica proibida de operar. O trabalho da F. Andreis também é fiscalizado pelo DER, segundo Paulinho Dalmaz, diretor-geral do órgão.
Nos últimos três anos, quatro acidentes aconteceram envolvando os ferry-boats da baía de Guaratuba. Há três anos, uma pessoa morreu ao saltar da embarcação caindo em seguida no mar e sendo atingida pela hélice; outro envolveu um piloto de jet-sky, que colidiu contra o ferry-boat. Em julho e dezembro do ano passado, dois carros cairam no mar e as três pessoas que estavam nos veículos foram salvas pelos marinheiros que trabalham fazendo a travessia. (A.R e I.R.)

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