Capitania busca mais detalhes sobre o problema
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terça-feira, 18 de julho de 2000
Guilherme Gouveia De Foz do Iguaçu Especial para a Folha 
O capitão da Capitania Fluvial dos Portos do Rio Paraná em Foz do Iguaçu, Luiz Antonio de Carvalho, viajou a Curitiba onde se reuniu ontem com representantes da Petrobras, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Defesa Civil para acompanhar mais de perto a possibilidade da mancha de óleo, vazada da refinaria de Araucária, avançar até a região Oeste do Paraná.
Ontem, o capitão-tenente da capitania, Laerte Inácio, disse que não recebeu ainda qualquer orientação oficial sobre a chegada do óleo. O capitão foi a Curitiba justamente para tratar desse assunto. Estamos aguardando uma resposta, disse.
Entrevistado pela Folha depois da divulgação do desastre ecológico, Luis Antonio de Carvalho considerou muito difícil a mancha atingir a região de Foz do Iguaçu. Ainda não estamos preocupados, informou na ocasião. Entretanto, disse que a Capitania e seus homens estão preparados para conter eventuais problemas na foz do Rio Iguaçu.
O chefe-interino do Parque Nacional do Iguaçu e fiscal do Ibama, Apolônio Nelson Rodrigues, considerou muito difícil a mancha avançar pelas cinco hidrelétricas localizadas por toda extensão do Rio Iguaçu. Ele atentou, entretanto, para possíveis desequilíbrios que a fauna e a flora possam sofrer. Isso é um coisa que fatalmente irá acontecer, sem falar nos microorganismos, vegetação aquática e peixes, disse.
A Folha entrou em contato com a Hidrelétrica Itaipu Binacional e foi informada que nenhum tipo de estudo por parte dos técnicos está sendo realizado. Segundo a assessoria de imprensa, a mancha de óleo não tem como afetar a hidrelétrica.


