Capitaltec realizará a avaliação da Sercomtel
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de dezembro de 1997
Osmani Costa 
Londrina
O consórcio de empresas internacionais liderado pela Capitaltec de Consultoria - do banco canadense Brascan, com filial em São Paulo - venceu a concorrência e será o responsável pelos serviços de avaliação patrimonial e modelagem de venda da Sercomtel S/A Telecomunicações. O contrato para o início dos trabalhos de consultoria, que estarão completos em 90 dias, será assinado em Londrina no dia 5 de janeiro, e custará à Sercomtel cerca de R$ 450 mil.
Da concorrência participaram outros dois consórcios: o alemão Deutch Morgan e o norte-americano Patrimônio/Salomon Brothers. Segundo o presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, o primeiro consórcio derrotado propôs receber pelo trabalho em torno de R$ 1,2 milhão, enquanto que o segundo pediu um valor de aproximadamente R$ 1,4 milhão.
Os profissionais da Capitaltec farão um minucioso estudo, uma completa análise da nossa empresa, envolvendo a questão patrimonial, contábil e a relação com o mercado de telecomunicações, aí incluída a previsão de preços das nossas ações para a futura colocação no mercado de capitais, comenta Pavan, adiantando que o estudo de modelagem definirá as várias opções de atuação da Sercomtel no mercado aberto. Ele nos traçará os diferentes caminhos possíveis de serem seguidos.
Após o término desta avaliação o prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PDT), enviará à Câmara o projeto de privatização da Sercomtel. Esta consultoria é fundamental para a empresa, neste momento em que estamos em busca de novos negócios, de novos parceiros, da troca de ações e de recursos para investimentos, modernização e ampliação da nossa atuação, comenta Pavan.
O processo de privatização da Sercomtel - iniciado na administração anterior com a transformação da autarquia em S/A - acabou originando duas ações na na 10ª Vara Cível de Londrina, uma popular e outra proposta pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Elas tentam impedir a venda ou caução das ações da Sercomtel. Na 3ª Vara Cível, outro processo reivindica o direito dos proprietários de linhas telefônicas sobre as ações patrimoniais da empresa. Os juízes estão ouvindo as partes e ainda não proferiram as sentenças.


