Capital garante ponto fixo
Na Capital paranaense, não há incentivos financeiros para os camelôs, mas eles mantêm uma relação ''harmoniosa'' com a Prefeitura. O cidadão que deseja entrar ''oficialmente'' para o comércio informal, trabalhando nas ruas de Curitiba, pode solicitar um ponto fixo para o Município, que irá avaliar o pedido sob critérios como tempo de trabalho, grau de escolaridade e número de filhos.
De acordo com o chefe da Divisão de Licenciamento do Comércio Ambulante de Curitiba, Valdemar Theodoro, cerca de 3 mil ambulantes entre camelôs, vendedores de lanches e afins atuam em 500 pontos da Área Central da Capital. ''Esse comércio é regulamentado pela lei municipal nº 6.407/83, que determina os pontos permitidos para os ambulantes. É tudo mapeado, informatizado, de forma que o crescimento seja ordenado'', explica. As canaletas reservados aos ônibus, por exemplo, são proibidas. Já as proximidades do Centro Cívico e da Rodoviária, cita, concentram dezenas de ambulantes.
Theodoro afirma que os camelôs regulamentados não poderiam vender produtos pirateados e contrabandeados, mas admite que isso acontece. 'É difícil segurar''. (V.N.)





