Dimitri do Valle
Um levantamento feito pela Revista Exame em dezembro do ano passado mostra que Curitiba é hoje o quinto maior mercado de consumo do País. Isto se deve ao fato de que 42,4% dos domicílios da capital são das classes A e B, enquanto a média brasileira atinge o índice de 22,4%. Esta é uma das explicações por que o curitibano é o público alvo das empresas que querem testar seus produtos, conforme reportagem da revista. Quem mora na cidade tem preferência por gastos com roupas, alimentos, carros, lazer e perfumes.
E por falar em compras, o crescimento de shopping centers na cidade é outro referencial para explicar porque as empresas estão de olho no segundo maior potencial de consumo per capita do País, US$ 6.250,00, que é encontrado na capital do Paraná. O valor é menor apenas que o de Porto Alegre. Segundo dados da Secretaria municipal de Urbanismo, o número de shoppings e centros comerciais que eram apenas 10 em 95 já saltou para 32 até o início deste ano.
Se o consumidor curitibano é considerado um dos mais exigentes do País, isso acaba refletindo na própria economia local. Setores da construção civil e mercado de veículos são prova disto. ‘‘Carro com direção hidráulica, vidros elétricos e ar condicionado hoje em dia é imprescindível’’, afirma o gerente de vendas da Autovesa (concessionária Renault), Marcos Sérgio Pauldo. Os carros neste padrão custam em média R$ 22 mil e representam 50% das vendas na Autovesa.
A construção civil não fica para trás e apresenta novos produtos para atender a um mercado com exigências rigorosas. Dados da consultora Andersen Consulting indicam que 42,4% dos domicílios são de classes A e B. De acordo com o professor da Universidade Federal do Paraná e consultor do Sindicato das Empresas de Construção Civil do Paraná (Sinduscon), Aristides Athayde Cordeiro, o setor passou a oferecer produtos cheios de novidades.
São apartamentos de 500 a 600 metros quadrados com quatro ou cinco vagas de garagem para atender aqueles que querem trocar as suas residências e irem morar num apartamento. Em outros casos oferecem-se casas de luxo em condomínios fechados. Um terceiro novo produto são os flats - pequenos apartamentos, mas de alto padrão com serviço de hotelaria. ‘‘A tendência de crescimento da cidade nesta área é uma porta aberta para o mercado da construção civil. Temos muito para construir em Curitiba’’, observa Athayde

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