Capital contabiliza seis ameaças de bomba em 2006
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Do começo do ano até ontem, o grupo de Comandos e Operações Especiais (COE) da Polícia Militar (PM) foi alertado seis vezes por ameaça de bomba. Em duas situações, o alarme foi falso. No último deles, registrado por volta da 1 hora de ontem, a equipe anti-bomba foi acionada por um segurança de um banco, no bairro Água Verde, em Curitiba, que suspeitou da ação de um casal. Os dois deixaram uma caixa de papelão lacrada, próximo da porta da agência. O suposto explosivo era, na verdade, uma oferenda ou ''despacho'' comum em algumas seitas religiosas de frutas, farofa e frango.
Para o comandante do COE, tenente Marco Antônio da Silva, apesar do alarme falso, o segurança agiu de forma correta ao acionar o telefone de emergência da PM o 190 , pois houve atitude suspeita. Segundo ele, o grupo anti-bomba seguiu o procedimento padrão de isolar a área e usar o ''canhão de ruptura'' para explodir a caixa, já que não havia como saber o seu conteúdo.
Silva relatou que a maioria dos alarmes é de achado de artefatos explosivos. Já no último domingo, o COE foi acionado depois de uma explosão na galeria subterrânea do terminal de ônibus do Pinheirinho. Nesse caso, os policiais encontraram os restos de uma bomba de fabricação caseira que, ao explodir, destruiu uma porta de vidro e feriu uma pessoa na perna. A suspeita, segundo o policial, é de possível represália de ambulantes que foram proibidos de trabalhar no local.


