Capela mortuária vai ganhar telas de proteção
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segunda-feira, 21 de junho de 2004
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
A Capela Mortuária do Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte de Londrina), interditada desde o início de abril por estar com quase todos os vidros quebrados, deverá ser reaberta na semana que vem, assim que forem instaladas telas de proteção nas janelas. Inaugurada em março do ano passado, a capela está localizada na Rua Wilson Gonçalves Brandão, entre o 5º Distrito Policial e a Escola Municipal Professora Ruth Lemos.
Segundo o superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Sérgio Plínio, a capela foi fechada para a reposição dos 80 vidros quebrados, colocação de telas e também construção de bancos de alvenaria, já que havia o temor de que as cadeiras ali existentes fossem roubadas. Plínio informou que a ação dos vândalos começou quando a Acesf foi obrigada a dispensar o segurança que trabalhava no local durante o dia e fazia parte da Frente de Trabalho. ''Mantivemos apenas o segurança da noite, porque sairia oneroso demais manter mais um funcionário durante o dia.''
De acordo com Plínio, a construção da capela foi concebida, a princípio, para o Jardim Califórnia (Zona Leste), mas a população teria aberto mão do espaço, projetado com recursos do governo do Estado. ''Não sei qual foi o argumento apresentado na época pelos moradores daquela região.'' O superintendente da Acesf afirmou ainda que a capela do Luiz de Sá é a única que está sendo prejudicada pelo vandalismo hoje na cidade. ''Para evitar este tipo de problema, precisamos que a população colabore conosco'', sugeriu Plínio.
Outros bairros da Zona Norte, segundo ele, têm reivindicado a construção de um espaço para velórios, com a promessa de que vão ajudar na preservação. ''Afinal de contas, trata-se de um bem público'', argumentou. Ontem a Acesf estava fazendo o orçamento das telas de proteção, que deverão custar em torno de R$ 1 mil. Os vidros que deverão ser repostos, segundo Plínio, ainda não foram orçados.
Moradores da região dizem não saber de onde vêm as pedras que quebram os vidros. ''Quando foi inaugurada esta capela eu disse que, se não tivesse alguém para cuidar, não ia adiantar'', disse uma moradora que preferiu não se identificar.


