Campo Mourão - A única capela mortuária de Campo Mourão terá uma ‘‘divisão social’’ a partir de julho, quando ficarem prontas as obras de reforma e ampliação. A capela terá três salas para velórios, mas apenas uma será de graça. As outras duas terão ‘‘itens opcionais’’, como ar-condicionado, uma anticâmara exclusiva e um apartamento, e serão pagas. Os preços ainda foram definidos.
O secretário municipal de Infra-Estrutura e Meio Ambiente, Ademir Moro Ribas, prefere não assumir a divisão entre ricos e pobres. Segundo ele, os três salões terão o mesmo padrão e garante que as funerárias é que equiparão a capela e poderão cobrar pelo seu uso. A idéia é terceirizar a administração da capela junto com uma nova licitação do serviço funerário.
Com as reformas, a capela vai ocupar 609 metros quadrados. As obras vão custar R$ 160 mil. Desse total, R$ 40 mil serão repassados pelo Rotary Club, que fez uma campanha pela cidade em prol da reforma da capela. Com a terceirização, a prefeitura espera recuperar parte do dinheiro que vem investindo na obra.
O presidente do Rotary Campo Mourão, Iran Roberto Brzezisnki, afirmou ontem que será cobrada uma ‘‘taxa de manutenção’’ nos salões que oferecerem um ‘‘luxo maior’’. ‘‘Haverá um conselho para fiscalizar esse serviço’’, ressaltou. Segundo ele, a idéia não é criar barreiras sociais. ‘‘Pelo contrário, o Rotary tem uma visão social. A capela antiga era ruim e rejeitada pela comunidade.’’
O gerente de funerária José Sobral da Silva disse que esse modelo de capela mortuária é normal. ‘‘É igual a um hotel: quem pode vai num cinco estrelas.’’ Antes das reformas, a capela tinha dois salões para velórios e nenhum cobrava taxas. Apenas 10% dos velórios da cidade, no entanto, eram feitos nos antigos salões. O restante era realizado nas residências.

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