Capela mortuária será reformada em um mês
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quinta-feira, 19 de maio de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Desativada desde agosto do ano passado, a Capela Mortuária do Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte) deverá passar por reformas e adequações para aumentar a segurança até junho. O prazo foi estimado pelo superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Osvaldo Moreira Neto. O prédio, inaugurado em julho de 2003, é alvo constante de vandalismo. O prejuízo com a depredação é de aproximadamente R$ 1.700,00, apenas com a troca dos vidros.
Os vândalos também destruíram as instalações elétrica e hidráulica e o medidor de energia elétrica. De acordo com moradores do bairro, a destruição é causada por grupos de adolescentes da vizinhança. A capela possuía vigilância, mas passou a sofrer ataques sistemáticos desde que a segurança foi dispensada. ''Deveria ter um guarda ali. Porque senão não adiante consertar para quebrarem tudo de novo'', cobrou a dona de casa Honória Gabriela.
A vizinhança queixa-se que a destruição das luminárias da capela e também de uma praça próxima tornou a área insegura. ''A praça é bastante escura e fica perigoso andar por ali à noite'', afirmou a secretária Edina Evangelista, que vive no bairro há 25 anos.
A reforma prevê construção de muro e colocação de portão na capela, que fica na Rua Wilson Gonçalves Brandão, próxima ao 5 º Distrito Policial e à Escola Municipal Ruth Lemos. A contratação de vigia está descartada porque é considerada ''muito onerosa para os cofres públicos.'' ''Somente as capelas mortuárias dos cemitérios possuem vigília constante'', argumentou. A vigilância 24 horas custaria cerca de R$ 9 mil mensais.
O abandono do local foi tema de um requerimento do vereador Tercílio Turini (PSDB), cobrando providências do poder público municipal. ''As reformas feitas anteriormente foi dinheiro jogado fora. É responsablidade da prefeitura encontrar a solução, que poderia ser vigia ou alarme, por exemplo'', destacou.
Moreira Neto argumentou ainda que a procura pelos serviços da capela mortuária é pequena. De julho de 2003 a agosto do ano seguinte, foram feitos 25 velórios no local, de acordo com estatística da Acesf. ''Não há grande demanda pela capela'', avaliou o superintendente.


