Capela construída em taipa começa a ser restaurada
A Prefeitura de Guarapuava deu início ao processo de restauração da capela onde estão enterrados os restos mortais de Antônio Sá Camargo, o Visconde de Guarapuava. O trabalho de restauração está sendo coordenado pelo Conselho de Patrimônio Histórico, órgão ligado à Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
A capela foi construída em taipa (mistura de pedras, barro e madeira) no Cemitério Municipal, em 1864, sem o objetivo de guardar os restos mortais do Visconde de Guarapuava. Anos depois, já com o sepultamento de Antônio Sá Camargo, a igreja passou por uma reforma e recebeu o nome de Capela Visconde de Guarapuava.
O historiador Murilo Walter Teixeira acredita que na mesma capela estejam enterrados os restos mortais de Antônio da Rocha Loures, o Capitão Rocha. Segundo o historiador, os ossos do capitão foram transferidos para o Cemitério Municipal logo após a sua inauguração. Há documentos que comprovam a transferência dos restos mortais do Capitão Rocha que estavam enterrados em um cemitério que existia atrás da catedral, diz.
Apesar do valor histórico, a capela estava sendo usada nos últimos anos como depósito de ferramentas do cemitério. Para o vice-prefeito de Guarapuava, Antônio França Araújo, a importância da restauração não é apenas a de preservar o patrimônio histórico do município. Estes homens devem ser lembrados como os grandes heróis de nossa história e merecem um monumento à altura, diz Araújo.
Antônio de Sá Camargo nasceu em Palmeira em 25 de abril de 1807. Por sua atuação na Guerra do Paraguai, recebeu de dom Pedro II a Comenda da Ordem da Rosa, os títulos de barão e visconde de Guarapuava. Morreu em 7 de novembro de 1896. O corpo do Visconde de Guarapuava foi então enterrado na capela que hoje leva o seu nome.
Já Antônio da Rocha Loures, o Capitão Rocha (1781-1849), participou da Real Expedição Colonizadora como subcomandante, e com o objetivo de colonizar a região fundou o povoado de Atalaia. Anos mais tarde, participou da freguesia de Nossa Senhora de Belém, que teve início da cidade de Guarapuava. A estimativa é que hoje existem mais de 5 mil descendentes de Loures.DivulgaçãoHistóriaCapela guarda os restos mortais do Visconde de GuarapuavaLuiz Carlos Dias Júnior
Especial para a Folha





