Londrina – O presidente do Centro de Apoio ao Paciente com Câncer (CAPC), Celso Fernandes Junior, informou ontem que o departamento jurídico da instituição deve entrar esta semana com pedido de reintegração de posse de um terreno de 8 mil metros quadrados no Jardim Califórnia (zona leste), invadido por 53 famílias no fim de semana. "Temos todos os documentos em dia e não vamos abrir mão daquela área", decretou.
O médico informou que respeita a reivindicação das famílias que buscam uma casa, mas considera a escolha do terreno equivocada. "Os manifestantes têm que entender que se trata de uma ocupação ilegal, pois não se trata de um terreno público e nem abandonado. Só estamos esperando os prazos de cartório para começar a construir a nossa sede", disse. O terreno foi doado recentemente pela Fundação Melvin Jones, ligada ao Lions Clube Internacional, para o CAPC.
Fernandes Junior, que fundou o Centro de Apoio em 2013, pretende iniciar ainda este ano a construção da sede própria no terreno. O projeto é erguer um prédio de três andares com 10 mil m² para oferecer serviços de psiquiatria, odontologia, ortopedia, nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional e farmácia. A estimativa é atender cerca de 650 pacientes por dia. "Somos uma entidade filantrópica que vai levar atendimento humanizado para pacientes que tratam o câncer. Esperamos que o episódio não atrase as obras."
O presidente da Associação de Moradores do Jardim Nova Conquista, Marcos Luiz dos Santos, informou que as famílias não fazem questão da área ocupada, mas reivindicam que os programas da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) contemplem os moradores da região. "Não queremos atrapalhar esse projeto, apenas precisamos de garantias de que essas famílias vão ter onde morar, porque eles já estão cansados de promessas não cumpridas", criticou.
A Cohab informou que está apurando a situação legal do terreno para definir as medidas que seriam tomadas.

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