José da Silva, de 35 anos, capataz do Clube do Cavalo de Foz do Iguaçu - associação hípica mantida e frequentada por funcionários da Hidrelétrica de Itaipu -, foi preso anteontem pela Polícia Civil, acusado do assassinato de Liana Almudi, de 13 anos, aluna de equitação do clube. Segundo o delegado-chefe da 6ª Subdivisão Policial (SDP), Luiz Carlos de Oliveira, o administrador confessou o crime.
Ontem, José da Silva se recusou a dar entrevistas e a ser fotografado. No final da tarde, ele foi transferido do 2º Distrito Policial para a Delegacia da Polícia Federal. A Polícia Civil evitou colocá-lo em celas da Cadeia Pública, junto com outros presos, por temer que ele pudesse ser agredido ou até morto.
Em entrevista coletiva, o delegado Oliveira disse ter certeza de que o crime está elucidado. Em depoimento, o acusado teria dito que vivia um ‘‘flerte’’ com Liana. De acordo com essa versão, os dois teriam combinado se encontrar no matagal onde a adolescente foi encontrada morta. Nesse local, ela teria se recusado a manter relações sexuais com ele, o que o levou a matá-la. Para o delegado, essa versão é ‘‘totalmente mentirosa’’ e não foi confirmada por nenhuma das testemunhas ouvidas.
Segundo o delegado, o acusado confessou que matou a adolescente por estrangulamento e com chutes na cabeça. Antes de matá-la, ele também a teria obrigado a praticar sexo anal. A polícia retirou sangue do acusado, que será submetido a exames de DNA. O resultado será confrontado com o material genético do esperma encontrado na calcinha da adolescente. O resultado dessa confrontação deverá ser divulgado em cerca de 15 dias.
José da Silva será indiciado por homicídio e atentado violento ao pudor, crimes cujas penas podem chegar a 30 anos de prisão. Ele não tem antecedentes criminais em Foz do Iguaçu.
As suspeitas sobre o capataz começaram quando a polícia iniciou as investigações do crime. José da Silva apresentou um álibi contraditório. Depois do crime, ele teria lavado a bota que usava, por estar manchada de sangue. De acordo com o delegado, Silva também indicou aos policiais o local onde escondeu a camiseta da vítima.
O corpo de Liana Almudi foi encontrado no início da noite de segunda-feira, em um matagal próximo ao Clube do Cavalo. Ela era filha de Nilson Almudi, técnico em informática da Itaipu Binacional. A adolescente praticava hipismo no clube havia apenas uma semana.

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