José Carlos da Silva foi abordado pelo Sinal Verde e encaminhado à Casa do Bom Samaritano:  "Estar aqui é a mesma coisa que estar em casa"
José Carlos da Silva foi abordado pelo Sinal Verde e encaminhado à Casa do Bom Samaritano: "Estar aqui é a mesma coisa que estar em casa" | Foto: Saulo Ohara



O pintor José Carlos da Silva, de 49 anos, já enfrentou muitos invernos nas noites de Londrina. "Já passei muito frio nas ruas, dormi nas calçadas geladas. Passar frio lá fora é muito difícil", destaca. Ele relata que um dia estava dormindo na calçada e foi abordado pela equipe do Sinal Verde. "Eles me trouxeram para a Casa do Bom Samaritano. Estar aqui é a mesma coisa que estar em casa. Dá para tomar banho, tem uma cama para dormir. É como estar em um hotel dez estrelas", afirma. Esta não é a primeira vez que a equipe do Sinal Verde o encaminha para a entidade. "Ficar na rua não é bom para mim porque sofro de convulsão. Quando isso acontece a equipe me leva ao hospital e o Sinal Verde já reserva a cama para mim aqui no abrigo assim que saio de lá", ressalta.

O coordenador da Casa do Bom Samaritano, Francisco Cláudio Moreno, afirma que assim que a pessoa é acolhida, recebe um kit de higiene pessoal, formado por uma troca de roupa, toalha, lençol, sabonete, chinelo, escova e pasta de dente. "Oferecemos também quatro refeições, cama e banho. Mas, devido à crise, as doações diminuíram bastante, cerca de 80% em relação a 2016. Isso causa um desequilíbrio financeiro. Precisamos de arroz, feijão, açúcar, óleo, macarrão, entre outros produtos", destaca. Ele aponta que também precisa de donativos para montar os kits de higiene. "Roupa masculina a gente precisa muito para montar esse kit. Blusas de frio, calças, sapatos são itens que a gente tem maior demanda", destaca.

Depois que a pessoa preenche a ficha de entrada, seus pertences são recolhidos em um maleiro. Cada pessoa acolhida pode permanecer de um dia a três meses, mas o tempo depende do desenvolvimento dele na instituição. "Normalmente as pessoas não têm documento nenhum CPF, carteira de trabalho, e o departamento social pode conseguir toda essa documentação novamente para conseguir emprego."

Moreno explica que a capacidade da entidade aumenta nos períodos de frio de 80 para 112 pessoas na faixa etária de 18 a 60 anos. "Proporcionalmente há um aumento de funcionários também. A gente faz uma contratação por tempo determinado de quatro funcionários", explica. A Casa do Bom Samaritano receberá 16 beliches a mais, que serão retiradas após esse intervalo. A casa também possui parceria para acolher pessoas com deficiência cognitiva.

SERVIÇO
Mais infomaçoes sobre a Casa do Bom Samaritano pelo fone (43) 3339-1379

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