O atendimento de alguns setores do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Universitário (HU) de Londrina esteve interrompido ontem, durante algumas horas, em consequência da superlotação dos leitos e ambulatórios do hospital, do sucateamento da infra-estrutura e da carência de recursos humanos.
As filas para o atendimento estiveram longas durante todo o dia e as macas prosseguiram espalhadas pelos corredores. Os doentes só eram atendidos depois de duas ou três horas de espera, e muitos deles telefonaram para a Folha reclamando da situação. ‘‘As reclamações são justas, mas infelizmente nos tem sido difícil manter até este mínimo. Sabemos que muitas vezes este nível está abaixo do nível de dignidade que o usuário merece’’, afirma o superintendente do HU, Cláudio Camacho.
Segundo ele, esta situação de caos no atendimento do hospital passou a ser considerada normal, se tornou uma triste rotina nos últimos tempos. ‘‘Este é o pior lado da nossa crise: fomos nos conformando com a rotinização do caótico. Nossa crise é grave e tende a piorar, se não vierem logo os investimentos necessários para a reforma e ampliação do HU’’, ressalta o superintendente.
Na tarde de ontem, estavam ocupados todos os 284 leitos do hospital, além dos 21 leitos de três Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) e dos consultórios do PS, que atende cerca de sete mil pessoas mensalmente. Outros 25 pacientes eram atendidos em macas nos corredores.
O prédio do HU tem cerca de 40 anos e necessita de ampla reforma nos sistemas elétrico e hidráulico. O recurso necessário - em torno de R$ 30 milhões - já foi aprovado pela Assembléia Legislativa há anos e chegou a ser contemplado no Orçamento do Paraná, mas nunca foi enviado pelo governo.Josoé de CarvalhoO HU teve ontem mais um dia problemático; pacientes esperaram até 3 horas para serem atendidosOsmani Costa

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