Canteiros sem dengue
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terça-feira, 26 de julho de 2016
Vítor Ogawa Reportagem Local 
"A dengue mata. Este ano duas pessoas já morreram em Londrina por causa da doença e isso é inaceitável, já que é algo que podemos evitar". O alerta foi feito pelo secretário de Saúde de Londrina, Gilberto Martin, na manhã de terça-feira (26), em palestra realizada em um canteiro de obras da Gleba Fazenda Palhano, zona sul de Londrina. Ele destacou que o mosquito Aedes aegypti, além de transmitir dengue, é vetor da zika e chikungunya.
Logo depois a educadora em Endemias da secretaria, Lucimara Vasconcelos, exibiu imagens de pessoas com sintomas de dengue hemorrágica. As atividades fazem parte da campanha "Obra limpa, obra sem Aedes", uma parceria entre a secretaria, sindicatos patronal (Sinduscon Norte-PR) e de trabalhadores (Sintracom Londrina) da construção civil e do Serviço Social do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Seconci Norte-PR).
A proposta é envolver o setor em práticas de controle nos canteiros de obras, com orientações sobre o ciclo de reprodução do mosquito e eliminação dos criadouros. As empresas de construção interessadas em participar da campanha estão se inscrevendo e o Sinduscon montou uma agenda de atendimentos junto aos agentes de Endemias.
Uma das pessoas que assistiu a palestra com atenção foi o servente de pedreiro João Batista, 37 anos. Quando morava no Maranhão ele chegou a contrair a doença. "A gente sempre aprende mais. Eu não sabia que qualquer copinho podia acumular água que pode virar criadouro", afirmou, garantindo que a partir dessas informações ele terá mais cuidado, porque a doença pode atingir a sua família ou um colega. "A minha experiência no Maranhão foi muito ruim; tive que tomar muito remédio e fiquei com frio e calor ao mesmo tempo", relembrou.
O presidente do Sinduscon, Osmar Ceolin Alves, afirma que essa campanha visa as obras em si e também a multiplicação dos combatentes da dengue. "Além de combater na própria obra, essas pessoas podem multiplicar o combate em suas casas e em seus bairros", projetou. As construtoras possuem funcionários não só de Londrina, mas de cidades próximas como Cambé, Ibiporã, Sertanópolis, Rolândia e Tamarana. "Temos funcionários de várias cidades aqui perto e acreditamos que essa campanha terá um alcance muito grande", apontou.


