Londrina - Moradores de diversos bairros de Londrina têm enfrentado canteiros, praças, terrenos particulares e calçadas repletas de mato alto em várias regiões da cidade em função da rescisão contratual da Tecvia Construtora e Obra Ltda., empresa de Araucária que havia vencido o processo licitatório de R$ 400 mil mensais para cuidar do lote 2 - capina e roçagem na zona sul e em parte das regiões leste e oeste. Desde o final de julho o serviço não era executado e foi retomado somente ontem pela manhã. A previsão é de que a Ecsam Serviços Ambientais Ltda., empresa que assumiu o serviço, leve de 30 dias a 45 dias para normalizar o serviço.
Durante este período em que o trabalho de capina e roçagem foi interrompido, a altura da vegetação aumentou consideravelmente e o resultado é que diversos locais públicos apresentam mato na altura do joelho dos pedestres ou até mais alto que isso e já há entre a população uma preocupação de agravamento do problema, já que setembro é tradicionalmente uma época mais chuvosa e que favorece o crescimento da grama.
Moradores se queixam que o problema não é somente estético, mas também de saúde pública. Há um aumento de insetos e de vetores de doenças e o lixo acumulado se esconde em meio à vegetação. Isso aumenta, por exemplo, o risco de garrafas de vidro não retornáveis quebradas ficarem escondidas no meio do mato. O acúmulo de garrafas plásticas, sacolas e embalagens diversas que podem juntar água também preocupa, por ser um ambiente propício à formação de criadouros de mosquitos como o Aedes aegypti, vetor da dengue.
Na Avenida São João (zona leste), por exemplo, a empregada doméstica aposentada Aparecida de Oliveira Rodrigues, de 55 anos, se queixa do estado da praça ao lado da Escola Estadual Nossa Senhora de Lurdes pela qual passa todos os dias. "O mato já está ficando mais alto que o banco da praça", reclamou. Ela destacou que a vegetação alta sempre foi um problema na região e apontou que no bairro onde mora, no Jardim Pioneiros, a situação não é diferente. "De noite a situação se agrava, já que usuários de drogas utilizam o mato alto para se esconder. Para quem passa todos os dias por aqui é o maior perigo", alertou.
Nas avenidas Juscelino Kubitschek e Higienópolis (região central) a situação não é diferente. O capim nos canteiros centrais da J.K., considerada uma das avenidas mais movimentadas de Londrina, está a uma altura acima do normal. O vendedor Gregório Pereira, 38, afirmou que os maiores prejudicados são os pedestres. "Para mim, que ando de carro, não afeta tanto, mas para eles fica difícil atravessar", apontou. Quem comprovou isso na pele foi o estudante de engenharia civil, Gabriel Heckler, 21. Ao observar o mato alto no canteiro da Avenida J.K., ele se queixou do desleixo. Morador do Jardim Colúmbia, ele revelou que a situação em seu bairro também é ruim. "As calçadas e terrenos particulares estão com muito mato alto e isso acaba se tornando uma questão de saúde pública, já que os vários insetos que se aninham por lá acabam gerando riscos de doenças", destacou.
Quem circula pelas avenidas Ademar de Barros e Presidente Eurico Gaspar Dutra (zona sul) também percebeu que seus canteiros precisam de manutenção. Na Ademar de Barros, por exemplo, as pessoas que utilizavam a via para realizar atividade física passaram a evitar passar por determinados pontos para fugir da vegetação alta. Na Avenida Eurico Gaspar Dutra existem pontos onde há o acúmulo de folhagens secas no canteiro central.
As praças também estão com aspecto de abandono. Um dos exemplos é a Praça Sete de Setembro, na área central, onde a vegetação alta aliada à sujeira das pombas confere um aspecto de abandono, problema que se repete no Bosque Marechal Cândido Rondon e nas praças Rocha Pombo, Marechal Floriano Peixoto e na Rua Quintino Bocaiuva.

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