Canteiros da Maringá são destruídos
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quinta-feira, 09 de agosto de 2012
Vítor Ogawa <br>Reportagem Local 
As obras de revitalização da Avenida Maringá (Zona Oeste de Londrina), que visam dar maior fluidez ao trânsito, começaram em julho deste ano e ainda devem durar até dezembro. Ao todo serão duplicados 2,7 km da via, dos quais 1,5 km já estão em obras, entre as avenidas Tiradentes e Castelo Branco. Porém, a falta de sinalização aliada à desatenção têm provocado uma série de colisões contra o canteiro central, que foi instalado recentemente para impedir que os motoristas acessem os dois sentidos da via como era permitido anteriormente.
Pelo menos dez pontos dos canteiros já foram destruídos em colisões. O proprietário de um estabelecimento comercial na via, Oscar Engmann, chegou a fotografar um veículo que se chocou contra a mureta. ''A motorista reclamou que não havia sinalização das modificações implantadas no local. O problema maior é à noite e acho que deveriam colocar alguma faixa refletiva ou outra orientação para mostrar que o local está em obras'', afirmou.
A reportagem circulou pelo local e percebeu que alguns motoristas desavisados ainda agem por reflexo e sequer observam que agora não podem cruzar a via em pontos como no cruzamento com as ruas Florindo Furlan, Maine, Dom Bosco, Astorga, Jaguapitã e Cristiano Machado. Além de não possuir faixas refletivas, a mureta do canteiro central ainda não está pintada de branco e não há placas que orientem os motoristas a não cruzar a avenida. Os usuários relatam que deveria haver pelo menos uma sinalização provisória.
Via rápida
Os motoristas que passam pela via elogiam as alterações. O engenheiro civil Mauro Medeiros Veloso afirma que o fechamento dos cruzamentos e a eliminação do estacionamento na pista de rolamento transformará a Avenida Maringá em uma via rápida. ''O fluxo dos veículos ficará bem melhor'', analisou.
Opinião compartilhada pelo técnico em telecomunicações Egídio Casagrande, que destacou que a proibição do estacionamento de veículos ao longo da via será um dos fatores que contribuirá para a melhora do trânsito. ''Os carros poderão circular com velocidade e com o recape do asfalto melhorará muito'', analisou.
Moradora da região, a professora aposentada Eurides Vicente, de 72 anos, reclamou que os novos canteiros complicaram a sua vida, pois o movimento de veículos que era pulverizado em vários acessos da via agora fica concentrado em um dos poucos locais em que o cruzamento permaneceu, na Rua Ibiporã. ''Os carros ficam esperando o sinal abrir e, antes que os veículos cruzem a via, o fluxo é interrompido porque do outro lado da via o tráfego já está todo entupido'', criticou.
A largura para a passagem de cadeirantes no canteiro central também é motivo de reclamação. A recepcionista de um salão de beleza infantil, Karla Carvalho, afirmou que os pontos destinados à travessia de cadeirantes também são utilizados por mães com seus carrinhos de bebê, mas eles estariam muito estreitos. ''Deveriam alargar um pouco mais. A via já vai ficar perigosa com o aumento da velocidade dos carros e para o pedestre também ficará mais difícil atravessar'', observou.
O diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, afirmou que a sinalização, tanto horizontal quanto vertical, é responsabilidade da empresa que executa a revitalização. Mesmo assim, afirmou que fiscais da CMTU realizam a orientação do trânsito durante o horário comercial.
No caso dos choques contra os canteiros, Jesus afirmou que cabe aos motoristas serem mais atentos. ''Como motorista eu posso dizer que é impossível não enxergar aquele canteiro'', afirmou. Indagado se isso se aplicava aos mais de dez choques que aconteceram por lá, ele afirmou que o projeto veio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) sem prever faixas refletivas ou pintura do canteiro e que se tiver de ser realizada, será necessário um aditivo ao contrato. A reportagem ligou para o Ippul, mas não conseguiu falar com os responsáveis. A obra custará aos cofres públicos R$ 1,413 milhão.


