Canteiro vira lixão improvisado
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Micaela Orikasa <br> Reportagem local 
''O pessoal acha que aqui é um ecoponto. Só pode ser isso'', diz, indignada Jandira de Oliveira, moradora há 30 anos no Conjunto Semíramis I (Zona Norte de Londrina), ao mostrar o verdadeiro ''lixão'' que se formou em frente de sua casa, no canteiros das ruas Pedro Pescador e Severino Santini.
''A gente paga imposto para ficar com lixo na porta de casa?'', reclama a autônoma, alegando que a sujeira tem colaborado para o surgimento de pragas, como ratazanas. ''Todo mundo joga lixo aqui. Tem gente, inclusive, que vem de noite para não correr o risco de ser pego. Faz um bom tempo que a prefeitura parou de limpar. Antes não, tinha caminhão direto fazendo o recolhimento'', afirma.
O pedreiro João de Assis Rodrigues, que mora em frente ao canteiro há um ano, também lamenta o descaso. ''Está ficando cada vez pior. Para quem mora aqui é muito ruim'', comenta ele, ao apontar a montanha de lixo que se acumula entre as torres da rede elétrica. ''Tem sofá, colchão e, principalmente, entulhos de construção'', diz.
O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Décio Zulian, informou que recentemente foi realizada uma limpeza no ecoponto do Jardim Primavera (Zona Norte) e que o trabalho terá continuidade, principalmente em regiões mais críticas. ''Estamos com o mutirão de limpeza da Zona Leste, mas devemos iniciar em breve a limpeza dos fundos de vale da Zona Norte e os locais verificados pela fiscalização'', afirma.
Segundo Zulian, apesar das ações de limpeza, é preciso a colaboração da população. ''Muitas pessoas não têm conscientização. Elas jogam lixo em local irregular e misturam os materiais. Na dúvida sobre descarte, elas podem entrar em contato com a CMTU e obter mais informações sobre os mutirões de limpeza e os ecopontos'', comenta.
Os ecopontos foram instalados há três anos em Londrina e hoje são sete distribuídos em todas as regiões, sendo dois na Zona Norte. Criados para o descarte de pequenos geradores de restos de construção civil (até um metro cúbico), podas de árvores e resíduos de jardinagem, os ecopontos seguem um cronograma de coleta conforme a demanda. De acordo com Zulian, a limpeza nesses locais ocorre geralmente uma vez por semana.
Câmeras
Sobre a fiscalização dos ecopontos, Zulian disse que a CMTU estuda a possibilidade de instalação de câmeras de segurança para monitorar o descarte irregular. ''Técnicos ambientais fizeram uma avaliação de todos os ecopontos, junto com a Guarda Municipal. Ainda estamos na fase de discussão se essa medida é viável, pois existem algumas ponderações, como instalações elétricas, tipos de equipamentos e monitoramento'', afirma Zulian, sem descartar a possibilidade de uma fiscalização presencial. ''Já temos uma equipe com seis fiscais e um coordenador que percorrem esses ecopontos, mas vamos considerar os dados dessa avaliação para analisar o que é mais interessante para esses locais'', completa.
Serviço - Denúncias sobre lixo ou mais informações na CMTU pelo fone (43) 3379-7900 ou 3379-7962


