Canteiro da BR-116 é depósito de lixo
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de março de 1999
Luciana Pombo 
Especial para a Folha
O DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) iniciou uma campanha para diminuir a quantidade de lixo jogada por transportadoras e pela própria população na BR-116. Segundo o diretor-geral do DNER, Luis Alberto Sautchuk, a BR-116, no perímetro urbano, está sendo usada como depósito de lixo. Retiramos diariamente da rodovia um caminhão carregado de lixo, afirmou Sautchuk. Cinquenta homens estão trabalhando para a conservação permanente dos 22 quilômetros de rodovia em Curitiba.
Os recursos para a limpeza aumentaram. Em 97, foram destinados 10% dos recursos de manutenção da BR-116 para obras e conservação do perímetro urbano. No ano passado, foram utilizados 30%. A previsão para este ano, de acordo com Sautchuk, é a de utilizar R$ 500 mil (de um total de R$ 1,3 milhões) para o trecho urbano da rodovia. Entre os detritos e lixos jogados na beira das rodovias e nos canteiros estão restos de comida, pneus velhos, latas, garrafas e pedaços de móveis. Temos a certeza de que 90% deste lixo é jogado pela própria população, afirmou ele. Precisamos fazer um trabalho de conscientização para mostrar as consequências que o excesso de lixo poderá trazer para a população. Entre as consequências citadas por ele estão queda de barreiras e alagamentos.
As empresas que forem flagradas jogando lixo nas rodovias serão autuadas pela Polícia Rodoviária Federal. Duas foram multadas em janeiro passado e obrigadas a juntar o lixo jogado na rodovia. As empresas queriam encurtar o caminho e economizar, mas acabaram tendo trabalho dobrado, disse Sautchuk. Elas foram multadas e os caminhões ficaram apreendidos temporariamente. De acordo com o Código Nacional de Trânsito, artigo 245, usar a rodovia para depositar mercadorias é infração grave. As empresas poderão ter os veículos apreendidos e os motoristas perdem cinco pontos na carteira de habilitação.


