Cansados da violência, motoristas de aplicativos vão parar em Londrina
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sexta-feira, 02 de novembro de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Motoristas dos aplicativos Uber, Coolt e X49, dentre outros, marcaram uma paralisação na manhã deste sábado (3) no estacionamento do Ginásio de Esportes Moringão. O ato, programado para começar às 9h30 e terminar às 12h, vai cobrar mais segurança para a categoria em Londrina. Na noite desta quinta, um condutor foi baleado após uma tentativa de assalto em Ibiporã. Ronaldo Galassi Kato, 43 anos, levou um tiro no abdômen e foi levado ao HU (Hospital Universitário).
De acordo com César Lemos, um dos organizadores do protesto, "há uma onda de assaltos contra a classe, muitos nem acabam sendo divulgados. Nós precisamos do serviço, mas está cada dia mais difícil trabalhar", afirmou. Em fevereiro deste ano, a cidade registrou dois latrocínios (roubo seguido de morte) de motoristas que trabalhavam com a ferramenta de transporte.

Vanderlei Teixeira da Silva, 34 anos, foi esfaqueado após uma corrida na avenida Duque de Caxias, região central. Um dos acusados foi preso pela Polícia Civil no mesmo dia. Outro se apresentou na delegacia. Eles devem ser interrogados pela Justiça em 14 de fevereiro, às 13h30, quando o juiz da 4ª Vara Criminal, Luiz Valério dos Santos, marcou audiência de instrução dos réus e testemunhas.
Outro caso é a morte do estudante Flávio Martins Ribeiro Júnior, 23, assassinado no final da avenida Saul Elkind, zona norte. Ribeiro foi encontrado com as mãos amarradas em uma plantação de soja próximo ao residencial Vista Bela. A vítima foi baleada na cabeça e encaminhada pelas equipes de socorro à Santa Casa de Londrina, mas morreu dias depois. O processo também tramita na 4ª Vara Criminal.
Em julho, um motorista da Coolt foi espancado durante um assalto e abandonado na Estrada dos Periquitos, perto do Limoeiro, zona leste de Londrina. Em entrevista à FOLHA, ele relatou como foi o roubo. ""Falei que eles podiam levar tudo, mas implorei que preservassem apenas a minha vida. Não me recordo de nada. Vinte minutos depois da agressão, acordei e lembrei poucos detalhes do que havia sofrido", disse. Quatro pessoas foram presas.


