Um cano estourou ontem à tarde na Rua Pernambuco, altura do número 1.117, e levou muita água e terra para apartamentos do Edifício Chamonix. Uli Closs Bertin, moradora do 1º andar, estava dormindo no momento. ''Acordei com o barulho e vi água entrando por baixo da porta do meu quarto'', lembrou. Sua mãe, Márcia Closs, conversava com os funcionários da Sanepar que realizavam obras no local quando o cano furou. ''A água jorrou parecendo Foz do Iguaçu. Quando subi, já estava tudo inundado'', contou. Ela afirma que a água jorrou por mais de uma hora e levou muita terra para o apartamento. ''A força da água era tão grande que pensei que a parede fosse cair'', disse.
A sujeira tomou conta de todos os cômodos do apartamento. Camas e colchões ficaram completamente molhados, o ar-condicionado e o telefone pararam de funcionar. ''Não quero saber, quero meu apartamento limpo e seco hoje'', reivindicou. A Sanepar contratou uma empresa para fazer a limpeza do apartamento, afirmou Márcia Closs. Segundo ela, o engenheiro da Sanepar Ricardo Cruz, disse que vai ressarcir qualquer prejuízo que o acidente tenha provocado. ''Meu apartamento está à venda e quero tudo o que tenho direito'', concluiu.
Ricardo Cruz afirmou que não estava autorizado a dar entrevistas. A Folha entrou em contato com a assessoria de imprensa da Sanepar e com o gerente Paulo Kishima, mas não conseguiu falar com ninguém. Procurado pela reportagem, Nelson Okano afirmou que não tinha conhecimento sobre o acidente.

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